Avaliação da eficácia do uso de gentamicina tópica profilática em cateteres tunelizados para hemodiálise: um ensaio clínico randomizado e duplo cego
Introdução: As infecções relacionadas ao cateter venoso central (CVC) de hemodiálise (HD) são complicações comuns e que aumentam a morbidade e a mortalidade dos pacientes. As infecções podem ser orifício de saída (IOS), de túnel ou de corrente sanguínea (ICS). Portanto identificar medidas profilátic...
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/237154 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/11449/237154 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Hemodialysis Tunneled catheter Central venous catheter Infection related to access Prevention Hemodiálise Cateter tunelizado Cateteres venosos centrais Infecções relacionadas a cateter Prevenção |
| Sumario: | Introdução: As infecções relacionadas ao cateter venoso central (CVC) de hemodiálise (HD) são complicações comuns e que aumentam a morbidade e a mortalidade dos pacientes. As infecções podem ser orifício de saída (IOS), de túnel ou de corrente sanguínea (ICS). Portanto identificar medidas profiláticas e os fatores de risco para infecção é de extrema importância Objetivo: Comparar o uso de gentamicina tópica com o uso de placebo no orifício de saída (OS) de CVC tunelizados preenchidos com a lock terapia em pacientes em HD crônica em relação as taxas de infecção e identificar fatores de risco associados. Metodologia: Ensaio clínico randomizado, duplo cego, que comparou o uso de gentamicina 0,1% versus placebo no OS de CVC tunelizados para HD, que já usavam lock terapia profilática (gentamicina 5mg/ml + cefazolina 10mg/ml + heparina 5000 UI/ml). O total de 91 pacientes foram alocados em dois grupos de modo aleatório: Grupo 1 (G1=controle): Pacientes em uso de placebo em gel no OS; Grupo 2 (G2=intervenção): Paciente em uso de gel de gentamicina a 0,1% no OS. As variáveis categóricas foram representadas pelos percentuais. As variáveis contínuas foram representadas pelas médias e desvios padrão ou medianas e quartis, as de natureza não-paramétrica. Os dois grupos foram comparados quanto às variáveis contínuas e paramétricas utilizando o test t e o teste U de Mann Whitney foram utilizados para os dados contínuos não paramétricos. O teste do Chi-Quadrado foi usado para comparar proporções. Ao final do estudo foi construída a curva de tempo livre de infecção pelo método Kaplan-Meyer e a comparação entre os dois grupos foi realizada utilizando-se o teste de Log rank (valor significativo de p<0,05). Resultado: A média de idade da população estudada foi de 60,4 (+15,3) anos, com predomínio do sexo masculino (60,4%), sendo o diabetes melitos a principal etiologia da DRC (40,7%). Não houve diferença entre os grupos quanto a prevalência de IOS (G1= 30%. G2= 34,1%, p=0,821), de ICS (G1= 22% vs. G1= 17,1%, p=0,60). A densidade de incidência por 1000 cateteres-dia, foi semelhante entre os grupos em relação a IOS e ICS (p=1). Os grupos também foram semelhantes quanto a curva de tempo livre de infecção. O implante do CVC na veia subclávia (VSC) teve maior risco de IOS (p=0,034) e os pacientes com maior mediana de tempo em HD teve maior risco para ICS (p=0,026). Conclusão: Nosso estudo mostrou que a associação da gentamicina a 0,1% tópica no OS não reduziu as complicações infecciosas relacionadas ao CVC tunelizado preenchidos com a lock terapia, quando comparada ao placebo tópico no OS, em pacientes renais crônicos. O implante de CVC na VSC e o maior tempo em HD foram identificados como fatores de risco para infecção. |
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