Produtividade: a hipótese da convergência

Elevadas taxas de crescimento da população e da produtividade são aspectos básicos do crescimento econômico moderno, o qual tem como fundamento as inovações tecnológicas e a difusão das mesmas pela economia e entre paises. No entanto, as inovações e a sua difusão não se dão de forma igual entre os p...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Almeida, Manoel Bosco de
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2007
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Ceará (UFC)
Repositorio:Repositório Institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufc.br:riufc/1163
Acceso en línea:http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/1163
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Produtividade
Descripción
Sumario:Elevadas taxas de crescimento da população e da produtividade são aspectos básicos do crescimento econômico moderno, o qual tem como fundamento as inovações tecnológicas e a difusão das mesmas pela economia e entre paises. No entanto, as inovações e a sua difusão não se dão de forma igual entre os países. Este fato propõe uma questão básica: os diferenciais de renda per capita entre países tendem a aumentar ou a diminuir? Dados disponíveis mostram: primeiro, que os diferenciais tendem a aumentar entre os países desenvolvidos e subdesenvolvidos; segundo, que esse diferencial tende a diminuir entre os países desenvolvidos, principalmente entre os paises da OCDE – Hipótese da Convergência. Este artigo analisa o processo de convergência da produtividade do trabalho para o grupo de países da OECD. Este é um tema que nas últimas décadas do século passado foi provocado pela perda relativa da liderança da economia americana, na área de produtividade do trabalho principalmente quando comparado ao desempenho apresentado pelo Japão. Argumenta-se, no entanto, que a observada perda de liderança da economia americana é mais aparente do que real. Primeiro, porque as elevadas taxas de crescimento da economia americana e da produtividade observadas no Pós-Guerra devem-se principalmente a um esforço de recuperação do “tempo perdido”, mais precisamente a um processo de Catch-up. Segundo, em vez de um processo de convergência, na realidade, o que se observa é uma perda da capacidade competitiva da economia americana face ao enfraquecimento da liderança americana no setor de indústrias de alta tecnologia. Terceiro, porque este declínio se associa à decrescente importância do papel das fronteiras nacionais e dos centros industriais baseadas em suas fronteiras, declínio este, considerado como fato importante para o aparente processo de convergência.