Interioridade e silenciamento em Macbeth e no Mercador de Veneza de Shakespeare
Esse ensaio pretende analisar as peças de Macbeth e O Mercador de Veneza, de William Shakespeare, à luz dos problemas da interioridade e exterioridade em voga na Renascença Inglesa. Parte-se das considerações de Maus sobre interioridade e de Stephen Greenblatt sobre autoformação. O texto shakespeari...
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2018 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) |
| Repositorio: | Revista de Letras |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:periodicos.utfpr:article/4541 |
| Acceso en línea: | https://periodicos.utfpr.edu.br/rl/article/view/4541 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Literatura Inglesa. Literatura e Cultura Interioridade e aparência; Silenciamento; Drama de Shakespeare |
| Sumario: | Esse ensaio pretende analisar as peças de Macbeth e O Mercador de Veneza, de William Shakespeare, à luz dos problemas da interioridade e exterioridade em voga na Renascença Inglesa. Parte-se das considerações de Maus sobre interioridade e de Stephen Greenblatt sobre autoformação. O texto shakespeariano é minado ambiguidades que revelam as intenções sinistras, veladas pelas aparências ludibriosas do discurso. Será discutido, num primeiro momento, as questões da aparência, interioridade e silenciamento no Mercador de Veneza e na Renascença, demonstrando que esse não era apenas um problema nas peças de Shakespeare, mas de inúmeros discursos da época. Em seguida, serão analisados tais problemas em Macbeth e como Shakespeare mina o texto da peça com estes não-ditos e silenciamentos, acentuando as tensões trágicas e psicológicas da peça, resultando da incapacidade de perceber as diferenças entre interioridade e aparência. |
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