Shakespeare e os burgueses: uma leitura de O Mercador de Veneza
William Shakespeare (1564-1616) – popularmente conhecido como o “Bardo de Avon” – é o dramaturgo inglês de maior projeção no mundo, conhecido pela sua singular habilidade de captar e reproduzir em seus espetáculos as primazias de seu tempo, tanto humanas quanto sociais. Dono de uma vasta obra teatra...
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/312671 |
| Acceso en línea: | https://hdl.handle.net/11449/312671 https://lattes.cnpq.br/6560020222230312 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Teatro William Shakespeare Drama Burguês Teatro Elisabetano O Mercador de Veneza Theatre Bourgeois Drama Elizabethan Theatre The Merchant of Venice |
| Sumario: | William Shakespeare (1564-1616) – popularmente conhecido como o “Bardo de Avon” – é o dramaturgo inglês de maior projeção no mundo, conhecido pela sua singular habilidade de captar e reproduzir em seus espetáculos as primazias de seu tempo, tanto humanas quanto sociais. Dono de uma vasta obra teatral composta por inúmeras tragédias, comédias e peças históricas, o dramaturgo britânico explora, no âmbito dramático, as múltiplas facetas humanas e seus domínios sociais como nenhum outro de seu tempo ou posterior. Tendo em vista tamanho talento dramatúrgico, este trabalho visa identificar como Shakespeare, retratando uma emergente sociedade mercantil – que funcionava a pleno vapor na cidade-Estado de Veneza, principal porto comercial de toda a Europa –, teria levantado as bases que viriam a sustentar o drama burguês, gênero teorizado por Denis Diderot apenas no século XVIII, o qual buscava representar, guiar e glorificar uma nova classe social que já se encontrava em plena ascensão no tempo do dramaturgo inglês – a burguesia. Shakespeare figura assim, segundo a nossa hipótese, como um precursor do novo gênero dramático que deixaria de representar a aristocracia e passaria a dar protagonismo ao jovem burguês, explorando seus próprios conflitos e aflições; evidenciando, também, que a família e o lar burguês são os redutos de paz e harmonia para essa nova classe. O corpus primário deste estudo é constituído pela comédia O Mercador de Veneza (1597), que lemos à luz do Discurso sobre a Poesia Dramática e da Teoria do Drama Burguês, de Denis Diderot e Peter Szondi, respectivamente, além de estudos contemporâneos subsidiários, de diretrizes marxistas. Desta forma, tomando a peça como objeto de estudo central e as obras teóricas como suporte, desenvolvemos um estudo analítico a fim de comprovar a antecipação shakespeariana de temas, figuras e formas dramáticas burguesas, que só se fixariam na dramaturgia europeia mais de um século depois. |
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