Família e honra: recrutamento e mobilidade social na Polícia Militar do Pará

A pesquisa analisa as formas como as estratégias de mobilidade social dos policiais militares se articulam com o pertencimento à Polícia Militar do Pará. Procurou-se examinar as trajetórias individuais por meio dos papéis desses policiais no âmbito doméstico-familiar e das chances no mercado de trab...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Queiroz, Gustavo Ferreira de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-29072019-152427
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-29072019-152427/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Dependência social
Família
Family
Honor
Honra
Military police
Mobilidade social
Polícia Militar
Social dependence
Social mobility
Descripción
Sumario:A pesquisa analisa as formas como as estratégias de mobilidade social dos policiais militares se articulam com o pertencimento à Polícia Militar do Pará. Procurou-se examinar as trajetórias individuais por meio dos papéis desses policiais no âmbito doméstico-familiar e das chances no mercado de trabalho, para compreender a característica do recrutamento institucional, e, por outro lado, analisar as trajetórias possíveis a partir do acesso à corporação policial-militar. Para tanto, a pesquisa apoiou-se na análise morfológica das distintas posições, sucessivamente, ocupadas pelos policiais, e na comparação entre suas trajetórias com base nos dados referentes à família de origem, escolaridade, ocupações pretéritas no mercado de trabalho, percepção sobre o acesso à corporação e à mobilidade interna com base em dados estatutários grau hierárquico e cargos funcionais. Foram entrevistados 22 praças e oito oficiais, dentre estes três mulheres, todas praças. Os resultados apontaram para a atração majoritária de homens com baixa escolaridade e vindos de ocupações precárias e desqualificadas para o estrato de praças; e de homens com o ensino superior incompleto e completo para o estrato de oficiais. Os praças dependem da continuidade da relação salarial assegurada pelo cargo público, e tendem a permanecer na mesma posição social após o ingresso na instituição, enquanto aos oficiais são possíveis trajetórias de mobilidade social vertical. A dependência social do estrato de praças é justificada internamente por uma retórica familiar, que representa a filiação institucional como uma associação moral baseada na honra familiar dos policiais, que os expõe ao paternalismo do corpo de oficiais e bloqueia suas chances de ascensão social.