As representações e identidades sociais do policial militar sobre a polícia militar do Estado do Rio de Janeiro.
As representações sociais são esquemas, sistemas formados por elementos e cognemas de significância, compostas de um núcleo central, através do qual emerge a identidade semântica da representação possuindo um valor organizador; e pelo sistema periférico, através do qual seus elementos são negociávei...
| Autor: | |
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| Tipo de documento: | dissertação |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) |
| Repositório: | Repositório Institucional da UFRRJ |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/22005 |
| Acesso em linha: | https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/22005 |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | Psicologia Representações sociais Identidade Social Polícia Militar social Representations Social Identity Military police |
| Resumo: | As representações sociais são esquemas, sistemas formados por elementos e cognemas de significância, compostas de um núcleo central, através do qual emerge a identidade semântica da representação possuindo um valor organizador; e pelo sistema periférico, através do qual seus elementos são negociáveis com o contexto da realidade, permitindo a remodulação semântica da representação. Dessa forma, entende- se as representações sociais como uma estrutura de crenças formadas pelas relações intergrupais com valor comunicacional, são consensuais, ou seja, preconizam a partilha de elementos cognitivos conotando não só uma dimensão cognitiva, como também uma dimensão afetiva, intervindo e compondo a identidade social. Vale ressaltar que as representações sociais orientam a interpretação do mundo atravessando comportamentos, uma vez que são irrigadas de conteúdo cultural, sócio-histórico e político. Uma vez contemplada como estrutura de crenças que orienta condutas, a Teoria das Representações sociais permite o entendimento do policial militar como um sujeito, um agente ativo nos agenciamentos coletivos atravessados por elementos simbólicos sócio-históricos, o que possibilita entender que a representação social da instituição polícia militar foi e é permanentemente construída através das relações sociais de interpretação do mundo e de atribuição de valores, o que forma a identidade da instituição. A polícia militar é compreendida como com uma ferramenta, um instrumento ao qual é atribuído o direito de uso de força para manter a ordem pública, o que se configura um grande desafio para todo o corpo social, exigindo assíduos estudos científicos sobre a prática policial contemporânea. Dessa forma, a presente pesquisa objetiva identificar os elementos formadores e constituintes da representação social do policial militar sobre ele mesmo mediante sua atividade laboral. A pesquisa foi realizada com a amostra de 124 policiais militares da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro distribuídos em batalhões, UPPs e CEFAP. Foi utilizado um instrumento de representações sociais e identidade social, no qual constavam quatro questões de evocação livre e três questões abertas. Os dados da tarefa de evocação livre foram analisados no programa Iramutq que proporcionou análise prototípica e de similitude. As questões abertas foram analisadas através da técnica de análise de conteúdo da Bardin. Os resultados apontam para a formação de um panorama sobre a PMERJ e seus vetores de atuação, assim como sobre os policiais, ramificado em dois eixos de significância que remontam lócus de complexidades práticas e conceituais no qual desembocam questões sociais, identificatórias, políticas e econômicas. |
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