HORROR, VIOLÊNCIA E EPIDEMIA: O INSÓLITO NAS NARRATIVAS DE MARIANA ENRÍQUEZ E JUAN MIGUEL AGUILERA
Os textos literários permitem situar – narrativa e discursivamente – as doenças e as epidemias no âmbito de suas tramas ficcionais, construindo, a sua maneira, distintos mosaicos que refletem o mais imediato e o mais profundo dos tempos de ameaça pandêmica. Por sua vez, o horror, entendido como gêne...
| Autores: | , |
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) |
| Repositorio: | Abusões |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:ojs.www.e-publicacoes.uerj.br:article/55014 |
| Acceso en línea: | https://www.e-publicacoes.uerj.br/abusoes/article/view/55014 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Horror Epidemia Insólito Ficção Literatura Contemporânea |
| Sumario: | Os textos literários permitem situar – narrativa e discursivamente – as doenças e as epidemias no âmbito de suas tramas ficcionais, construindo, a sua maneira, distintos mosaicos que refletem o mais imediato e o mais profundo dos tempos de ameaça pandêmica. Por sua vez, o horror, entendido como gênero, ao longo da história literária também instrumentaliza de maneira expressiva a imagem e a presença da doença, seja como tema, metáfora ou estrutura linguístico-literária. A partir dessa ideia, este trabalho estuda os contos “Las cosas que perdimos en el fuego” da argentina Mariana Enríquez e “Pureza de sangre” do espanhol Juan Miguel Aguilera buscando perceber como se propõe o tema da epidemia, bem como suas problematizações, utilizando o horror para compor as dimensões imagináveis e inimagináveis. Nas narrativas estudadas, o insólito se instaura e revela a opressão social e o silenciamento feminino, vistos como fenômenos doentios, patológicos, epidêmicos e imanentes às realidades contemporâneas. Uma epidemia de mulheres queimadas em Buenos Aires e una pandemia do vírus ebola, localizada em um mundo tomado por uma ditadura teocrática, são as realidades que se apresentam nos contos e provocam a leitura crítica dos sentidos do insólito e do horror, formas possíveis para compreender os muitos sentidos do medo e da ameaça. |
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