A Bucólica 4 de Virgílio

O quarto poema da coleção de Éclogas ou Bucólicas de Virgílio (70 – 19 AC), escrito por volta de 40 AC, tem sido um dos mais lidos, debatidos e estudados entre o cânone da literatura latina. Ainda assim, são escassas suas traduções para o português e seu acesso ao público brasileiro. A presente trad...

Full description

Bibliographic Details
Author: Schmidt, Pedro
Format: article
Status:Published version
Publication Date:2020
Country:Brasil
Institution:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repository:Translatio (Porto Alegre. Online)
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:seer.ufrgs.br:article/89602
Online Access:https://seer.ufrgs.br/index.php/translatio/article/view/89602
Access Level:Open access
Keyword:Virgílio
Bucólica 4
tradução
poesia bucólica
Description
Summary:O quarto poema da coleção de Éclogas ou Bucólicas de Virgílio (70 – 19 AC), escrito por volta de 40 AC, tem sido um dos mais lidos, debatidos e estudados entre o cânone da literatura latina. Ainda assim, são escassas suas traduções para o português e seu acesso ao público brasileiro. A presente tradução é uma proposta de um texto mais acessível ao leitor contemporâneo e ao público não especializado no poema; portanto, procurou-se dar ao texto uma forma menos complexa que aquelas das traduções já existentes, lançando mão de ordenações sintáticas e léxico usuais na língua corrente. Além disso, foram inseridas notas explicativas para suprir o leitor de eventuais dificuldades, tais como no caso de nomes ou eventos históricos, mitológicos, geográficos, botânicos, bem como de tópicas literárias; há notas que justificam algumas escolhas tradutórias, e outras ainda que sintetizam problemas de ordem filológica e de interpretação do poema. Em conjunto com a necessidade de apresentar um texto franqueável, também se procurou dar especial atenção às cores, que perfazem uma função importante no aspecto sinestésico do poema; além do nome de cinco diferentes cores, há a ordenação de uma sequência de flores e plantas com colorações características que fazem do texto um “tecido de variadas cores” (v. 42, lana varios colores). Assim, a tradução procurou evidenciar o jogo entre as tonalidades e, sempre que possível, apoiado em tratados de botânica, arrolar em notas as possibilidades de coloração para cada planta.