Quando o ogro vira príncipe e a princesa vira ogra: análise do discurso em Shrek

Nosso trabalho alicerça-se no escopo teórico da Análise de Discurso Francesa, mais especificadamente, nos trabalhos desenvolvidos pelo analista de discurso francês Dominique Maingueneau (2004a, 2004b, 2006a, 2006b, 2008a, 2008b), nos quais ele disserta sobre a cena de enunciação, o ethos discursivo...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Cristo, Adielson Ramos de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2011
País:Brasil
Institución:Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFBA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufba.br:ri/27828
Acceso en línea:http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/27828
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Lingüística, Letras e Artes
Análise do discurso
Contos de fadas
Discurso
Ethos discursivo
Discourse analysis
Discourse
Discursive ethos
Fairy tales
Descripción
Sumario:Nosso trabalho alicerça-se no escopo teórico da Análise de Discurso Francesa, mais especificadamente, nos trabalhos desenvolvidos pelo analista de discurso francês Dominique Maingueneau (2004a, 2004b, 2006a, 2006b, 2008a, 2008b), nos quais ele disserta sobre a cena de enunciação, o ethos discursivo e os gêneros de discurso. Assim, a referida dissertação objetiva analisar os modos de construção do ethos no filme Shrek (PDI/DreamWorks, 2001), pretendendo discutir sobre as formas das representações discursivas do ―monstro‖ nesse conto de fadas contemporâneo. Além disso, pretendemos estabelecer uma discussão acerca dos contos de fadas, uma vez que nosso corpus pertence a esse gênero. Sabemos que nos contos de fadas tradicionais, os monstros sempre foram representados como símbolo de maldade, feiúra etc, no entanto, no filme Shrek (PDI/DreamWorks, 2001), há uma (re)significação da figura do monstro (ogro), apresentado como um ser bondoso, heróico e corajoso, sendo, portanto, uma representação que o coloca no lugar antes reservado exclusivamente às fadas, aos príncipes e às princesas. Outrossim, ao empreendermos a discussão sobre os gêneros de discurso, defendemos a transmutação dos contos de fadas tradicionais para os contos de fadas cinematográficos, ressaltando os elementos que contribuem para o surgimento desse novo gênero.