A relação entre a liberdade e a moral na filosofia prática de Kant
É consensual entre os comentadores, que Kant muda a sua estratégia argumentativa na passagem entre a Fundamentação da metafísica dos costumes e a Crítica da razão prática. Só há divergências quanto ao grau, ou radicalismo, desta mudança. Esta dissertação procura analisar esta mudança, sob uma temáti...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2017 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-25042018-093019 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-25042018-093019/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Autonomia Autonomy Crítica Critique Freedom Kant Lei moral Liberdade Moral law |
| Sumario: | É consensual entre os comentadores, que Kant muda a sua estratégia argumentativa na passagem entre a Fundamentação da metafísica dos costumes e a Crítica da razão prática. Só há divergências quanto ao grau, ou radicalismo, desta mudança. Esta dissertação procura analisar esta mudança, sob uma temática específica: a relação entre a liberdade e a lei moral. Esse estudo foi despertado por um debate recente envolvendo Schönecker, Wood e Allison. O ponto de apoio para o estudo, será o esforço de Kant para estabelecer um paralelismo entre as duas primeiras Críticas, procurando ampliar ou adaptar conceitos apresentados no campo teórico, para o campo prático, como será analisado para a causalidade. Para facilitar a compreensão das posições de Kant nas duas obras, será utilizada a metáfora de um fio condutor. Este se apresentará como duas inferências encadeadas, no caso da Fundamentação e como rationes essendi e cognoscendi no caso da segunda Crítica. São ressaltadas as limitações da primeira explicação e confirmada, na segunda parte da dissertação, a mudança da estratégia, através da configuração de um novo fio condutor. Uma proposta adicional é apresentada para caracterizar a mudança estratégica: as rationes, no campo prático, devem ser necessariamente gêmeas e fortemente recíprocas. Essas características são apresentadas, em contraste com o uso das rationes no campo teórico. |
|---|