Kant e o problema da liberdade na fundamentação da metafísica dos costumes
A partir da consciência do dever, a liberdade humana deve ser entendida, segundo Kant, como condição e fundamento da lei moral. De que modo conciliar, entretanto, a liberdade das ações com a obediência a uma lei? A fim de responder a essa questão, trata-se de distinguir os conceitos kantianos de &qu...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2014 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNIFESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unifesp.br:11600/39256 |
| Acceso en línea: | http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/39256 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Kant Metafísica Liberdade Autonomia Imperativo categórico Metaphysics Freedom Autonomy Categorical imperative |
| Sumario: | A partir da consciência do dever, a liberdade humana deve ser entendida, segundo Kant, como condição e fundamento da lei moral. De que modo conciliar, entretanto, a liberdade das ações com a obediência a uma lei? A fim de responder a essa questão, trata-se de distinguir os conceitos kantianos de "liberdade transcendental", "liberdade prática" e "autonomia". Em linhas gerais, a liberdade transcendental depende da solução da Crítica da razão pura à terceira antinomia, operada pela distinção fenômeno/coisa em si, que torna as afirmações sobre a necessidade da natureza e sobre a liberdade da vontade proposições não contraditórias. Por sua vez, a liberdade prática, ainda de acordo com a primeira Crítica, designa aquilo que comumente se entende por livre-arbítrio, pressuposto da responsabilidade moral dos agentes. Quanto ao conceito kantiano de autonomia, ele é tematizado explicitamente, pela primeira vez, na Fundamentação da metafísica dos costumes, e apresenta-se como a terceira dentre as fórmulas principais do imperativo categórico, aquela que ―unifica em si as outras duas‖, isto é, as fórmulas da lei universal e da humanidade. Repensar, a partir de Kant, uma ética do dever, diferentemente de uma ética da virtude, e o problema da liberdade humana exige o estudo desses dois textos, escolhidos como etapas obrigatórias para quaisquer tentativas de reelaboração dessas questões tradicionais em termos contemporâneos. |
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