Redes da cena hip-hop de maceió: juventude, cidade e afetos em movimento

O artigo busca apresentar uma reflexão socioantropológica sobre o surgimento do hip-hop na capital alagoana, percebendo este fenômeno como uma das primeiras manifestações artísticas encabeçadas por jovens negros, moradores de periferia da cidade de Maceió. Mais do que uma produção...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Bittencourt, João Batista de Menezes, Barroso, Ibrahim Serra
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Educação e Pesquisa
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/226344
Acceso en línea:https://www.revistas.usp.br/ep/article/view/226344
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Youth
Hip-Hop
City
Networks
Juventude
Cidade
Redes
Descripción
Sumario:O artigo busca apresentar uma reflexão socioantropológica sobre o surgimento do hip-hop na capital alagoana, percebendo este fenômeno como uma das primeiras manifestações artísticas encabeçadas por jovens negros, moradores de periferia da cidade de Maceió. Mais do que uma produção artística, o hip-hop foi se consolidando como um canal de comunicação privilegiado dos jovens para dar visibilidade às suas pautas e reivindicações, especialmente aquelas ligadas à discriminação racial e às diversas carências a que os(as) moradores(as) das periferias estão submetidos(as). Partimos da hipótese de que o surgimento dessa cultura juvenil está ligado a um conjunto de transformações econômicas, políticas, tecnológicas e urbanas que se processou nas diversas capitais do país, impactando significativamente a maneira como esses indivíduos se relacionavam com os seus pares. Pensamos os grupos engajados na cena hip-hop de Maceió pela perspectiva das redes , no sentido de compreender como mobilizam seus contatos, parcerias e recursos para dar continuidade às atividades propostas. Para isso, buscamos os rastros e pistas dos esforços empreendidos pelos(as) participantes para manterem suas conexões com pessoas e objetos, bem como nas observações in loco das atividades desenvolvidas pelos agentes. Em complemento, buscamos compreender as disposições que engajam esses jovens na cena pela perspectiva dos afetos.