História do resfriamento fanerozóico do embasamento da Serra do Espinhaço, Minas Gerais, Brasil, por traços de fissão em apatita
Análises termocronológicas de traços de fissão em apatita foram aplicadas a amostras de rochas cristalinas do embasamento da Serra do Espinhaço e da província do Quadrilátero Ferrífero, ambos localizados em Minas Gerais, no sudeste do Brasil. Os objetivos deste trabalho consistem desvendar a históri...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2018 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/189028 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10183/189028 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Apatita Traços de fissão Espinhaço, Serra do (BA e MG) |
| Sumario: | Análises termocronológicas de traços de fissão em apatita foram aplicadas a amostras de rochas cristalinas do embasamento da Serra do Espinhaço e da província do Quadrilátero Ferrífero, ambos localizados em Minas Gerais, no sudeste do Brasil. Os objetivos deste trabalho consistem desvendar a história termotectônica dessas áreas de relevo escarpado cercadas por planícies extremamente dissecadas e obter as taxas de denudação e erosão para correlacioná las com eventos regionais. A área de estudo engloba granitóides e gnáisses Arqueanos e Paleoproterozoicos, localizados na borda sudeste do Cráton São Francisco, sobrepostos por sequências sedimentares de idade Arqueanas a Paleo-Mesoproterozoicas. Idades aparentes de traços de fissão em apatita variam de 187 ± 18 a 91.8 ± 7.3 Ma e registram a passagem dos cristais de apatita pela zona de annealing parcial. Os comprimentos médios dos traços horizontais confinados variam de 9.62 ± 1.81 to 12.85 ± 1.35 m e indicam longa residência dentro da zona de annealing parcial. As idades aparentes de traços de fissão em apatita foram modeladas no software HeFTy 1.8.0 e geraram histórias témicas para cada amostra, as quais evidenciam um comportamento predominantemente similar. O primeiro episódio de resfriamento acelerado mostrado pela modelagem teve início no Devoniano Superior até o Permiano Inferior, trazendo as amostras de paleotemperaturas bastante superiores a isoterma de 120°C. Após esse evento, um tectonismo quiescente durou cerca de 150 a 220 Ma, durante o Mesozoico médio ao Eoceno-Oligoceno. O último evento que registra um resfriamento acelerado foi responsável pela exumação de cerca de 1320 a 2040 m de espessura de seção denudada durante os últimos 50 a 25Ma. Este evento pode ter sido causado a partir de diversos fatores, como novas configurações envolvendo as placas tectônicas de Nazca, Sul-Americana e Africana e criando movimentos epirogênicos; taxas de espalhamento mais lentas na dorsal meso-atlântica; ou ainda, origem climática quando taxas de erosão acentuada são discutidas por alguns autores, ainda que uma fase propensa ao intemperismo é registrada em perfis de rocha alterados. |
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