Mulheres e moradia: as invisibilidades de gênero e interseccionais das necessidades habitacionais em São Paulo

A diferença entre gêneros está enraizada em nossa sociedade e suas consequências são refletidas em diversos campos. Na questão habitacional é evidente a forte relação das mulheres com a moradia, tanto na luta quanto na dificuldade de acesso, segundo dados de 2019 da FJP, as mulheres representam 64%...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Batista, Samira Rodrigues de Araujo
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-20012025-132100
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16139/tde-20012025-132100/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Déficit habitacional
Gender
Gênero
Housing
Housing deficit
Moradia
Planejamento urbano
Urban planning
Descripción
Sumario:A diferença entre gêneros está enraizada em nossa sociedade e suas consequências são refletidas em diversos campos. Na questão habitacional é evidente a forte relação das mulheres com a moradia, tanto na luta quanto na dificuldade de acesso, segundo dados de 2019 da FJP, as mulheres representam 64% dos chefes de família que estão em déficit habitacional na RMSP e a visível atuação das mulheres na luta por moradia, nos coloca a questão neste estudo do porquê as mulheres ainda hoje têm maior dificuldade de acesso a moradia, apesar das conquistas feministas? Para analisar e debater essa questão, o estudo se baseia nos dados quantitativos elaborados pela Fundação João Pinheiros desde 1995 das necessidades habitacionais no Brasil e traz dados qualitativos através de pesquisas semiestruturadas sobre as trajetórias de vida e a relação com a moradia realizadas com moradoras da Ocupação Conselheiro Carrão localizada no centro de São Paulo. Com base nos dados levantados, o trabalho traz referências bibliográficas pra trabalhar 5 temas elencados como principais nessa análise: a transitoriedade permanente (de gênero), a coabitação do cuidado, o endividamento feminino e o ônus excessivo com aluguel, a luta e os espaços generificados de resistência e pôr fim a habitação como estruturação das vidas.