Estudo da fermentação em co-cultura de leveduras Saccharomyces e não-Saccharomyces para produção de cervejas

As cervejas especiais que apresentam diversificação de sabores e aromas estão ganhando espaço no mercado. Nesse sentido, o uso de técnicas inovadoras de produção tornou-se essencial para o atendimento ao mercado. O uso de leveduras não-Saccharomyces tem sido aplicado de forma isolada ou em co-cultur...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Pereira Junior, Paulo Cesar da Silva
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Viçosa (UFV)
Repositorio:LOCUS Repositório Institucional da UFV
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:locus.ufv.br:123456789/30115
Acceso en línea:https://locus.ufv.br//handle/123456789/30115
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Cerveja
Compostos aromáticos
Torulaspora delbrueckii
Pichia anomala
Candida apicola
Microbiologia de Alimentos
Descripción
Sumario:As cervejas especiais que apresentam diversificação de sabores e aromas estão ganhando espaço no mercado. Nesse sentido, o uso de técnicas inovadoras de produção tornou-se essencial para o atendimento ao mercado. O uso de leveduras não-Saccharomyces tem sido aplicado de forma isolada ou em co-cultura com a tradicional Saccharomyces cerevisiae de modo a obter cervejas de características únicas. Dessa forma, este trabalho teve objetivo de avaliar o uso de diferentes proporções entre leveduras não-Saccharomyces (Pichia anomala, Candida apicola e Torulaspora delbrueckii) em co-cultura com S. cerevisiae em diferentes concentrações iniciais do mosto na elaboração de cervejas. Para isto, foi realizado um delineamento composto central rotacional. Foi utilizado a técnica de citometria de fluxo na avaliação das proporções entre as leveduras, cromatografia líquida de alta eficiência na quantificação de açúcares, glicerol e etanol, cromatografia a gás na avaliação dos compostos voláteis e por fim, foi realizado uma avaliação sensorial com beer sommeliers das cervejas oriundas dos ensaios com teor de etanol otimizado. Na co- cultura com S. cerevisiae e T. delbrueckii, esta última dominou a fermentação quando inoculada em proporções acima de 1:100. A produção de etanol máxima desta co- cultura foi de 6,07% (v/v). Na co-cultura entre S. cerevisiae e P. anomala, foi observado competição entre elas na maior parte dos ensaios com predomínio da S. cerevisiae após 5 dias de fermentação, sendo a concentração máxima de etanol atingida de 3,92% (v/v). A co-cultura entre S. cerevisiae e C. apicola, bem como da cultura pura de S. cerevisiae, tiveram produção máxima de etanol de 5,09 e 3,31% (v/v), respectivamente. O perfil de voláteis ficou caracterizado por uma alta produção de acetato de etila nas co-culturas envolvendo P. anomala. As fermentações conduzidas com T. delbrueckii não apresentaram teores de voláteis superiores ao ensaio controle, não trazendo a característica frutada esperada. Os compostos álcool 2-feniletil, 1-propanol e álcool isobutílico ficaram com concentrações abaixo do limiar de percepção em todas as condições testadas, ao contrário do álcool isoamílico e octanoato de etila. As cervejas foram avaliadas sensorialmente e caracterizadas com sabor e aroma doce alto, devido ao resíduo de extrato não consumido na fermentação. No atributo frutado/ésteres, a nota mais alta foi para a cerveja produzida na co-cultura com C. apicola, e a menor nota para a cerveja elaborada em co-cultura com T. delbrueckii. No geral as cervejas tiveram notas baixas para os atributos referentes a defeitos, indicando que as condições impostas de fermentação e todo processo de produção foram conduzidas de forma adequada. Assim, o uso de leveduras não- Saccharomyces em co-cultura com S. cerevisiae pode ser uma alternativa para a produção de cervejas especiais. Palavras-chave: Cervejas especiais. Compostos aromáticos. Torulaspora delbrueckii. Pichia anomala. Candida apicola.