Avaliação do efeito neuroprotetor da cafeína em modelo experimental de doença de Parkinson: um estudo comportamental, neuroquímico e imunohistoquímico

Introdução/objetivos: A doença de Parkinson (DP) é o segundo distúrbio neurodegenerativo mais frequente, depois da doença de Alzheimer. A ocorrência de manifestações clínicas está relacionada à perda de aproximadamente 80% da dopamina estriatal e de 50% dos neurônios nigrais. A cafeína é uma metilxa...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Machado Filho, João Ananias [UNIFESP]
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2013
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNIFESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unifesp.br:11600/46381
Acceso en línea:https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=203565
http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/46381
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Caffeine
Parkinson
Disease
Parkinsonism
Dopamine
Neuroprotection
Cafeína
Doença de Parkinson
Parkinsonismo
Dopamina
Neuroproteção
Descripción
Sumario:Introdução/objetivos: A doença de Parkinson (DP) é o segundo distúrbio neurodegenerativo mais frequente, depois da doença de Alzheimer. A ocorrência de manifestações clínicas está relacionada à perda de aproximadamente 80% da dopamina estriatal e de 50% dos neurônios nigrais. A cafeína é uma metilxantina e antagonista não seletivo de receptores de adenosina que apresenta várias atividades, inclusive neuroprotetora. Esse trabalho avaliou efeitos neuroprotetores da cafeína em um modelo animal da DP induzida por 6-OHDA, através de estudos comportamentais, neuroquímicos e imunohistoquímicos. Métodos: Ratos Wistar machos (250-300g) foram submetidos a três protocolos de lesão estriatal por 6-OHDA em concentração diferentes, dois curativos (P1, P2) e um preventivo (P3). Após a lesão os animais foram administrados por duas semanas com cafeína (10 e 20mg/kg, P1 e P2) ou durante duas semanas antes da lesão e duas semanas pós-lesão (P3). Resultados: A cafeína reverteu a diminuição da atividade locomotora e comportamento estereotipado e o aumento de rotações contralaterais induzidas pela apomorfina, alterações observadas no grupo lesionado e não tratado. A cafeína também reverteu a depleção estriatal de dopamina e aumentou a viabilidade neuronal nas áreas CA1 e CA3. Os resultados dos estudos imonuhistoquímicos mostraram que a cafeína reverteu a redução na imunomarcação para tirosina hidroxilase no corpo estriado do grupo lesionado. De modo semelhante, a cafeína reduziu a imunomarcação para iNOS e COX-2 principalmente na área CA1, reduziu a imunomarcação para TNF-alfa, IL-1beta e caspase-3 principalmente nos córtices temporal e piriforme. Já a imunomarcação para GAP-43 no grupo lesionado foi reduzida pelo tratamento com cafeína na substância negra, corpo estriado, giro denteado e córtices temporal e piriforme. A cafeína reduziu também de modo dose-dependente a imonumarcação para histona desacetilase no corpo estriado. Conclusões: Esses dados mostram o efeito neuroprotetor da cafeína e a necessidade de translação desses resultados para estudos clínicos para estabelecer de modo mais conclusivo o potencial terapêutico da droga.