Logos e Mythos : o paralelismo entre Sócrates e Er na República de Platão
O mito é uma ferramenta de memória coletiva, de conservação e transmissão dos traços de uma comunidade. Esse tipo de discurso se revela indispensável na estrutura de alguns diálogos de Platão. O mythos platônico atua em sinergia com o logos, auxiliando-o. Analisando esse trabalho cooperativo entre l...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFPE |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufpe.br:123456789/64169 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/64169 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Mythos Logos Platão República Paralelismo |
| Sumario: | O mito é uma ferramenta de memória coletiva, de conservação e transmissão dos traços de uma comunidade. Esse tipo de discurso se revela indispensável na estrutura de alguns diálogos de Platão. O mythos platônico atua em sinergia com o logos, auxiliando-o. Analisando esse trabalho cooperativo entre logos e mito na filosofia de Platão, defendemos um paralelo entre duas figuras da República: Sócrates, principal personagem e expositor do pensamento platônico no diálogo, representante do discurso filosófico, do logos; e Er, protagonista do relato que encerra a obra, representante do mythos filosófico, discurso narrativo verossímil fundado em imagens e representações. Esse paralelismo seria fundado em três conexões textuais. A primeira, em função da linha de significado da descida (katabasis) e subida (anabasis) percorrida por Sócrates e Er. Essa linha representa o próprio movimento ou modo de proceder do filósofo. A segunda, do retrato feito por Platão dos dois personagens como auxiliadores para a comunidade. A terceira, da escolha de Sócrates e Er como novos mensageiros do discurso verdadeiro e portadores de uma mensagem que é um ato de salvação para a alma e para a polis. Nosso objetivo é tentar mostrar a plausibilidade da existência dessas conexões, podendo-se concluir pela associação entre Sócrates e Er. Esse paralelismo permitiria uma interpretação unitária do diálogo a República que se contrapõe às visões que consideram o Livro I como independente e em separado. Ele também possibilita retirar a conotação negativa de discurso pré-filosófico adquirida pelo mito platônico durante o curso da história da filosofia. Acreditamos que Platão não desejou a extinção do discurso mítico, mas sua reformulação, utilizando a narrativa mítica, dentre outras atribuições, como uma ferramenta de simbolização das experiências da alma (psykhe). |
|---|