Estresse, parentalidade e resiliência: o trajeto para a gestação em casais sob tratamento para fertilidade

Este estudo investigou como e se o estresse, a importância da parentalidade e a resiliência impactaram no tratamento de infertilidade de casais. Participaram do estudo 423 pessoas, 189 mulheres e 183 homens, de média de idade de 37 anos, no primeiro tratamento em reprodução humana (72,1%), com infer...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: ZAIA, Victor Mantoani
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:Universidade Metodista de São Paulo (METODISTA)
Repositorio:Repositório da METODISTA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.metodista.br:123456789/694
Acceso en línea:https://repositorio.metodista.br/handle/123456789/694
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Infertilidade
Estresse específico da infertilidade
Importância da Parentalidade
Resiliência
Resposta ao tratamento de reprodução humana assistida
Infertility
Infertility Stress
Importance of Parenthood
Resilience
Outcomes measures to the assisted reproduction treatment
Ciências Humanas
Descripción
Sumario:Este estudo investigou como e se o estresse, a importância da parentalidade e a resiliência impactaram no tratamento de infertilidade de casais. Participaram do estudo 423 pessoas, 189 mulheres e 183 homens, de média de idade de 37 anos, no primeiro tratamento em reprodução humana (72,1%), com infertilidade primária (69,3%), vida sedentária (64%) e histórico de aborto (21,9%) que iriam fazer fertilização in vitro (71%). Quase a metade deles (49,3%) acreditava possuir mais de 60% de chance de sucesso no tratamento que se iniciaria. Para avaliação das variáveis fez-se uso dos seguintes instrumentos: Infertility Related-Stress Scale (IRSS); Importance of Parenthood in Infertility Scale (IPIS) e Connor-Davidson Resilience Scale (CD-RISC 10), além de repostas ao tratamento de Reprodução Humana Assistida. Os principais resultados de análises estatísticas descritivas, correlacionais e de regressões logísticas indicaram que os participantes com maior estresse eram mulheres, tinham mais tempo de tratamento, menor renda e crença no sucesso do tratamento; maior importância da parentalidade em pessoas com alguma religião, causa feminina de infertilidade. A resiliência foi encontrada em maiores níveis em pessoas mais velhas. Estresse da infertilidade e importância da parentalidade se correlacionaram e ambas são inversas à resiliência. A importância da parentalidade também foi correlacionada a maiores níveis de oócitos visualizados. O estresse relatado da infertilidade, no domínio intrapessoal explica 6,5% da variância da gravidez, classificando 65% dos casos corretamente. Os resultados permitiram identificar que a mulher sofre maior impacto pela situação de infertilidade do que o homem. A causa de infertilidade em ambos os parceiros indica que melhor nível da importância da parentalidade e a escolaridade são fatores protetivos ao estresse. A crença no tratamento, apesar de supervalorizada, não é por si negativa, bem como o possuir alguma religião. Os resultados do tratamento podem ser modificados pelos níveis de estresse, que por sua vez são influenciados pela resiliência, a qual deveria ser trabalhada e ampliada nas pessoas em tratamento de infertilidade. É necessário, portanto, um olhar contínuo sobre os aspectos emocionais dos pacientes inférteis, de modo a favorecer a resiliência e a redução de estresse, de modo a possibilitar uma vivência de autonomia dessas pessoas na busca de terem o próprio filho. Para tanto, estabelecer protocolos de averiguação dos níveis de estresse, importância da parentalidade e resiliência, nos pacientes que iniciam o trajeto de reprodução humana, auxiliaria em intervenções mais específicas que favoreceriam melhor adaptação e melhores resultados no tratamento.