Efeito da hiperoxalúria na disfunção renal aguda num modelo experimental de lesão de isquemia e reperfusão
A lesão renal aguda (LRA) é definida como uma rápida perda de função renal devido a danos ao órgão, resultando na retenção dos produtos de metabolismo, tais como toxinas urêmicas. No transplante renal, a LRA é um grande fator de risco para menor sobrevivência do enxerto a longo prazo. A LRA causada...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2013 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNIFESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unifesp.br:11600/48554 |
| Acceso en línea: | https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1038945 https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/48554 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | hiperoxalúria lesão renal aguda inflamação fibrose etileno glicol |
| Sumario: | A lesão renal aguda (LRA) é definida como uma rápida perda de função renal devido a danos ao órgão, resultando na retenção dos produtos de metabolismo, tais como toxinas urêmicas. No transplante renal, a LRA é um grande fator de risco para menor sobrevivência do enxerto a longo prazo. A LRA causada por isquemia e reperfusão (I/R) induz a disfunção renal associada com marcadores específicos de inflamação, tais como TNF-α. Por outro lado, a I/R pode contribuir para a deposição de cristais de oxalato de cálcio (CaOx) nos túbulos renais, causando danos adicionais em células epiteliais tubulares, induzindo necrose e levando a atrofia tubular progressiva e fibrose intersticial. Nesse estudo buscamos avaliar se a deposição de cristais de oxalato de cálcio aumentam o dano renal em ratos com lesão renal aguda, e analisar como os animais expostos à I/R evoluem quando submetido a uma sobrecarga de CaOx. Os ratos receberam uma solução com etileno glicol 0,8% (EG) na água, por um período de 4 semanas. Após, foram submetidos a 60 minutos de isquemia renal. A lesão de I/R foi analisada 24 horas após o restabelecimento do fluxo sanguíneo renal. Creatinina e uréia sérica, histologia do tecido renal e expressão gênica das proteínas foram avaliadas. A adição de EG aumenta o volume urinário e reduz o pH da urina, promovendo também a presença de cristais nos túbulos renais, característico de deposição de oxalato de cálcio. Os níveis de creatinina e uréia séricas aumentaram nos animais submetidos I/R, em comparação ao grupo controle, sendo que o tratamento com EG mostrou um aumento destes parâmetros, de forma significativa em relação ao grupo I/R. Também foi observado maior expressão de citocinas pró-inflamatórias, como IL-1b, CIN-2, CIN-3, TNF e IL-6 no grupo EG+IR, com um subsequente aumento de colágeno e maior expressão α-SMA. Assim, podemos concluir que a deposição de cristais no túbulo renal aumenta a disfunção renal, aumentando o processo inflamatório, causando alteração tecidual, levando a um quadro de fibrose renal. |
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