Vida independente, ainda que modesta : dependentes, trabalhadores rurais e pequenos produtores na fronteira meridional do Brasil (C. 1884 - C. 1920)

Esta tese tem como objeto central o universo de pequenos produtores e trabalhadores rurais de Uruguaiana – fronteira do Brasil meridional com a província argentina de Corrientes e o norte uruguaio - no período pós-escravidão (1884-1920). A questão principal que procuramos responder é como, neste con...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Leipnitz, Guinter Tlaija
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/134345
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/134345
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Trabalhadores rurais
Campesinato
Fronteira
Brasil
Relations of dependency
Rural workers
Peasantry
Border
Rural history
Río de la Plata region
Descripción
Sumario:Esta tese tem como objeto central o universo de pequenos produtores e trabalhadores rurais de Uruguaiana – fronteira do Brasil meridional com a província argentina de Corrientes e o norte uruguaio - no período pós-escravidão (1884-1920). A questão principal que procuramos responder é como, neste contexto de transformação, buscavam estes sujeitos readequar-se na economia local, considerando-se as possibilidades de manutenção de suas margens de autonomia. Especialmente a partir da análise de processos-crime, procuramos identificá-los na dinâmica da Campanha riograndense, estabelecendo seu perfil sociodemográfico, comparativamente a outros sujeitos, e de que maneira se inseriram nas relações sociais locais, mediadas por vínculos de dependência. Dentro deste universo, enfocamos os jornaleiros e agregados, buscando compreendê-los sob a perspectiva da lógica familiar camponesa. O fim da escravidão não provocou o desaparecimento de relações de dependência na região, mas sua readequação, e a ressignificação das condições de “proprietário” e “dependente” no espectro dos níveis de autonomia. O cerceamento de formas mais precárias de acesso à terra – generalizadas na Campanha até meados do século XIX – foi um aspecto central nesse processo, sobre o qual incidiram, na virada para o XX, a intensa circulação de pessoas, especialmente trabalhadores, através da fronteira, bem como a atuação das autoridades a partir da regulação normativa das condutas sociais. Os sujeitos expropriados por este processo procuravam agir diante de tal cenário cambiante, e suas possibilidades de resistência davam-se dentro dos marcos da mobilização de práticas costumeiras e das relações de dependência em seu favor.