Um mundo perturbador e violento: uma leitura dos contos de Samanta Schweblin

Os contos da escritora argentina Samanta Schweblin são peculiares. A partir da atmosfera densa de suas narrativas, podemos ver de outra forma a nossa relação com o mundo e entre (e como) sujeitos. Este trabalho visa, com a análise de contos selecionados dos livros El núcleo del disturbio (2002) e Pá...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Ceron, Lia Cristina
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-08082018-162230
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8145/tde-08082018-162230/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Argentine literature
Conto
Fantastic literature
Literatura argentina
Literatura e violência
Literatura fantástica
Literature and violence
Samanta Schweblin
Short story
Descripción
Sumario:Os contos da escritora argentina Samanta Schweblin são peculiares. A partir da atmosfera densa de suas narrativas, podemos ver de outra forma a nossa relação com o mundo e entre (e como) sujeitos. Este trabalho visa, com a análise de contos selecionados dos livros El núcleo del disturbio (2002) e Pájaros en la boca (2009), indagar sobre como o modo de representação proposto pela autora explora o cotidiano e as relações sociais, muitas vezes marcadas por diferentes manifestações de violência, suscitando um efeito perturbador para o leitor ao problematizar o real. Para isso, interessa-nos analisar como a obra da autora dialoga com dois universos importantes da tradição literária hispano - americana em geral, e argentina em particular, ao retomar o gênero conto e aspectos da literatura fantástica e do insólito. Além disso, essa proposta de leitura volta-se ao uso de uma representação que preza pela verossimilhança, aspecto essencial à narrativa fantástica, uma vez que o leitor reconheceria a realidade representada nos relatos, ao mesmo tempo que percebe que há algo inusitado (mas não necessariamente irreal ou sobrenatural) ocorrendo nas situações limítrofes construídas pela autora.