Que gigante acordou? Uma análise da participação nas manifestações de junho de 2013 dentro da dinâmica das crises mundiais

O presente trabalho tem como objetivo analisar, especialmente sob a ótica da representação e da legitimidade, as crises que têm acometido as democracias contemporâneas, as quais têm sido contestadas por meio dos protestos que eclodiram pelo mundo e no Brasil, como foi visto nas manifestações de junh...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Lima, Ana Luiza da Rocha
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Repositorio:Repositório Institucional da UFJF
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/13136
Acceso en línea:https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/13136
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS
Crise
Democracia
Protestos
Junho de 2013
Participação
Crisis
Democracy
Protests
June 2013
Participation
Descripción
Sumario:O presente trabalho tem como objetivo analisar, especialmente sob a ótica da representação e da legitimidade, as crises que têm acometido as democracias contemporâneas, as quais têm sido contestadas por meio dos protestos que eclodiram pelo mundo e no Brasil, como foi visto nas manifestações de junho de 2013. A partir do estudo desses protestos, inclusive das características comuns que os ligam entre si, os aspectos da ação direta e das novas experiências de ativismo e participação saltam como um dos elementos mais autênticos e destacados dos processos de mobilização, demonstrando que o potencial democrático das ruas transborda as instituições e as desafia por meio da ação. Tendo em vista a crise de representação, de um lado, e o fortalecimento do potencial popular, de outro, é preciso destacar que, no Brasil, em particular, todos os processos políticos e econômicos, bem como sua cultura particular, fizeram com que, a partir da crise deflagrada pelas manifestações de junho de 2013, ascendessem forças conservadoras e liberais que, em prol de projetos próprios, podem ter reforçado o espírito crítico, já existente desde junho, do combate à corrupção, da desconfiança das instituições e do antipetismo. Assim, este trabalho é um esforço de interpretar umas das muitas facetas de um fenômeno político, econômico e social que ocorre no mundo e no Brasil, tendo um grande papel na crise do país, mas também na sua emancipação por meio de um processo contraditório que inaugura tanto formas inéditas de ativismo quanto métodos múltiplos e singulares de interpretação.