“Flores horizontais”: sociabilidade, prostituição e travestilidade na zona do mangue (1960-1970)

A presente pesquisa versa sobre as estratégias e experiências construídas por prostitutas e travestis nos anos finais da Zona do Mangue, região de baixo meretrício do Rio de Janeiro, entre os anos 1960 e 1970. Essa região foi marcada pela atuação repressora do poder público que a entendia como um es...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Silva, Claudielle Pavão da
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Institución:Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Repositorio:Repositório Institucional da UFRRJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/13958
Acceso en línea:https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/13958
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:prostitution
intersectionality
Zona do Mangue
prostituição
interseccionalidade
Ciências Humanas
Descripción
Sumario:A presente pesquisa versa sobre as estratégias e experiências construídas por prostitutas e travestis nos anos finais da Zona do Mangue, região de baixo meretrício do Rio de Janeiro, entre os anos 1960 e 1970. Essa região foi marcada pela atuação repressora do poder público que a entendia como um espaço caracterizado por atividades criminosas e ocupado por indivíduos pertencentes às “classes perigosas”. Para além da visão estereotipada das instituições do período, o objetivo foi apresentar a agência dos sujeitos desse processo histórico a partir de perspectivas que considerassem as relações de gênero, classe e raça, dentro de uma perspectiva interseccional. A investigação deste cenário permitiu que novas reflexões e perspectivas acerca da prostituição e do modo de vida da população que habitava o Mangue fossem efetivadas. As experiências vividas por prostitutas e travestis nesse baixo meretrício foram analisadas e problematizadas a partir dos boletins de ocorrência, processos criminais, notícias em jornais e obras literárias produzidas pelo delegado Armando Pereira que trabalhou na 6ª delegacia de polícia, responsável pela região