O COGITO PARTIDO E FERIDO DE RICOEUR: UMA ALTERNATIVA A DESCARTES E NIETZSCHE

O objetivo deste artigo é explorar o conceito ricoeuriano de subjetividade a partir do diálogo que o filósofo desenvolve, no Prefácio a O si-mesmo como outro (1990), com Descartes e Nietzsche. Partindo da constatação de que as propostas de ambos seriam exageradas – o primeiro exaltando o sujeito, o...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Meireles, Cristina Amaro Viana
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP)
Repositorio:Kínesis (Marília) - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.www2.marilia.unesp.br:article/6436
Acceso en línea:https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/kinesis/article/view/6436
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Subjetividade
Si-mesmo
Cogito partido
Cogito ferido
Descripción
Sumario:O objetivo deste artigo é explorar o conceito ricoeuriano de subjetividade a partir do diálogo que o filósofo desenvolve, no Prefácio a O si-mesmo como outro (1990), com Descartes e Nietzsche. Partindo da constatação de que as propostas de ambos seriam exageradas – o primeiro exaltando o sujeito, o segundo o humilhando –, Ricoeur proporá que se conceba o sujeito como um si, isto é, o resultado de um esforço de reflexão em direção a si-mesmo. Sem adentrar numa explicação minuciosa da especificidade do si em Ricoeur – que é, aliás, assunto que compõe a totalidade da obra O si-mesmo como outro –, nos limitaremos a expor as fraquezas que Ricoeur identifica na noção de cogito cartesiano; em seguida, apontaremos as fraquezas que ele identifica no que ele chamou de um cogito nietzschiano; e, finalmente, explicaremos de que modo a noção de cogito partido e ferido de Ricoeur, situando-se estrategicamente como uma alternativa a Descartes e a Nietzsche, abre um caminho promissor para se conceber o sujeito contemporaneamente.