(In)Justiça escolar: estaria em xeque a concepção clássica de democratização da educação?

Este trabalho tem como objetivo examinar perspectivas clássicas e contemporâneas a respeito da escola que têm como alvo a igualdade de oportunidades e a meritocracia escolar. Partindo do pressuposto segundo o qual os conceitos de justiça e de justiça escolar gravitam em torno de determinadas concepç...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Valle, Ione Ribeiro
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2013
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Educação e Pesquisa
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/62522
Acceso en línea:https://www.revistas.usp.br/ep/article/view/62522
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Justiça
Sentimentos de injustiça
Justiça escolar
Igualdade de oportunidades
Meritocracia escolar
Justice
Feelings of injustice
School justice
Equality of opportunities
School meritocracy
Descripción
Sumario:Este trabalho tem como objetivo examinar perspectivas clássicas e contemporâneas a respeito da escola que têm como alvo a igualdade de oportunidades e a meritocracia escolar. Partindo do pressuposto segundo o qual os conceitos de justiça e de justiça escolar gravitam em torno de determinadas concepções, recorremos primeiramente a duas abordagens teóricas. A primeira delas é baseada no pensamento de John Rawls (1921-2002), especificamente no que concerne à noção de justiça como equidade. A segunda abordagem teórica é a de Michael Walzer (1906-1981), autor que defendeu a ideia de uma sociedade complexamente igualitária, na qual a educação figura como uma das esferas da justiça. Em seguida, debruçamo-nos sobre a noção de injustiça, tendo como referência as reflexões de Barrington Moore Júnior (1913-2005), construídas a partir de um estudo rigoroso das condições sociais e históricas nas quais a indignação moral manifesta-se com maior intensidade ao longo dos séculos XIX e XX, e de François Dubet (1946-) que, pautando-se em um estudo qualitativo de grande fôlego, examina os sentimentos de injustiça a partir do embate entre os princípios de igualdade, mérito e autonomia. É no quadro dessas discussões que o desencantamento face às políticas educacionais voltadas à democratização da educação torna-se mais radical e que as injustiças tornam-se mais evidentes, menos toleradas e anunciam a necessidade de construção de uma escola justa.