O materialismo histórico-dialético e a crise ecológica no capitalismo do século XXI
Esta pesquisa tem como objetivo compreender em que medida é possível utilizar o pensamento marxiano e o método materialista histórico-dialético para investigar a crise ecológica contemporânea, articulando a relação entre capitalismo e natureza e reconhecendo a centralidade da Amazônia nesse processo...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/313738 |
| Acceso en línea: | https://hdl.handle.net/11449/313738 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Materialismo histórico-dialético Crise ecológica Amazônia Capitalismo Pensamento marxiano Historical-dialectical materialism Ecological crisis Amazon Capitalism Marxian thought |
| Sumario: | Esta pesquisa tem como objetivo compreender em que medida é possível utilizar o pensamento marxiano e o método materialista histórico-dialético para investigar a crise ecológica contemporânea, articulando a relação entre capitalismo e natureza e reconhecendo a centralidade da Amazônia nesse processo. Partindo da crítica à racionalidade capitalista e à fragmentação das ciências, a pesquisa defende que a crise ecológica não pode ser compreendida como uma disfunção externa ao sistema, mas como expressão de suas próprias contradições internas. O percurso metodológico da pesquisa envolveu, inicialmente, a apresentação e defesa do materialismo histórico-dialético como método capaz de captar a totalidade concreta e contraditória das relações sociais e naturais. Em seguida, foram discutidas as contribuições de Marx e de autores marxistas à crítica da separação entre sociedade e natureza. Por fim, o estudo se debruçou sobre a realidade amazônica, considerando desde sua formação geológica até os processos de transformação operados pela ação humana, com destaque para a atuação do capital em suas diferentes frentes — econômicas, políticas e territoriais. Como diagnóstico, a pesquisa reafirma a atualidade e a potência crítica da teoria marxiana diante da crise ecológica, especialmente no contexto do capitaloceno, evidenciando que o materialismo histórico-dialético não só é pertinente como necessário para investigar os fundamentos desse processo. A centralidade da Amazônia, nesse sentido, é reveladora tanto da escala da destruição quanto da necessidade de compreendê-la a partir de uma perspectiva que recuse a separação entre natureza e sociedade. |
|---|