A mística do feminino : a secularização da metafísica no materialismo dialético

O feminismo enquanto movimento, de uma forma genérica e abrangente, refere-se a uma pluralidade de doutrinas sobre a condição de opressão e exploração da mulher numa sociedade majoritariamente patriarcal e capitalista, assim como, estabelece uma série de possibilidades para superar essa condição. Pa...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Amorim, Wellington Lima
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Repositório Institucional da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/274387
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/274387
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Metafísica
Materialismo dialético
Feminismo
Filosofia
Mulher
Metaphysics
Materialism
Dialectic
Descripción
Sumario:O feminismo enquanto movimento, de uma forma genérica e abrangente, refere-se a uma pluralidade de doutrinas sobre a condição de opressão e exploração da mulher numa sociedade majoritariamente patriarcal e capitalista, assim como, estabelece uma série de possibilidades para superar essa condição. Para tanto, a fim de que tal exploração se estabeleça é necessário a esse mesmo sistema, justifique um conceito de mulher, adequada portanto, ao statusquo. Inspiradas em Simone de Beauvoir e mais tarde em Foucault, que inspiram o conceito de mulher enquanto construção social (e por isso cultural), o feminismo visa uma determinação autônoma do ser mulher, isto é, como construção particular (individual) e/ ou como classe, que recebe influência do materialismo dialético marxista. O presente artigo tem como objetivo demonstrar que essa noção de autonomia, antes do materialismo dialético, é devedora da metafísica religiosa encontrada em algumas tradições orientais, seja entre os gregos ou monges tibetanos, o que estabelece uma necessidade de revisão tanto da noção de autonomia quanto do materialismo no qual ela se justifica, enquanto abordagem científica, política e democrática.