Jorge Andrade: um dramaturgo no espaço-tempo
Um modelo de análise dramatúrgica baseado no conceito físico do espaçotempo, como formulado por Hermann Minkowski é aqui apresentado. O objetivo é encontrar esse modelo, de modo a compreender como certas dramaturgias contemporâneas rompem as convenções de tempo e espaço e emulam a imprecisão da memó...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2011 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-13032013-164057 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27156/tde-13032013-164057/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Drama Dramaturgia Espaço-tempo Jorge Andrade Memória Memory Narrativa Narrative Spacetime |
| Sumario: | Um modelo de análise dramatúrgica baseado no conceito físico do espaçotempo, como formulado por Hermann Minkowski é aqui apresentado. O objetivo é encontrar esse modelo, de modo a compreender como certas dramaturgias contemporâneas rompem as convenções de tempo e espaço e emulam a imprecisão da memória. Secundariamente, deseja-se verificar sua aplicabilidade na encenação das peças. O ponto de partida teórico foi a Teoria da Relatividade Restrita de Albert Einstein, que contempla a idéia de espaço-tempo - que, também, foi explorado neste estudo sob o necessário ponto de vista filosófico de Henri Bergson. Foram analisados os textos das dez peças que compõem o ciclo Marta, a Árvore e o Relógio, de Jorge Andrade. Incluíram-se também observações de montagens de peças do ciclo Marta, todas realizadas em São Paulo. Conclui-se que o conceito de espaço-tempo encontra utilidade especialmente na exegese de peças que se estruturam em planos narrativos cujos acontecimentos se sucedem de forma simultânea e/ou não cronológica, e em espaços que se interpenetram. Porém, não foi possível verificar a aplicação intencional do espaço-tempo em encenações. No máximo, pode-se afirmar que as indicações (rubricas) que Jorge Andrade incluiu nos textos, se obedecidas, são capazes de erigir uma narrativa composta de blocos do espaço-tempo que dialogam de forma pouco convencional na memória do autor e do espectador. O presente trabalho insere o modelo proposto numa época em que as narrativas, de modo geral, estilhaçaram-se para atender as necessidades de mentes humanas cada vez mais fragmentadas. |
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