Dido de Ovídio : a representação da rainha de Cartago na Heroida VII

Resumo: O presente artigo debruça-se sobre as Heroidas do poeta romano Públio Ovídio Naso (43 a.C.- 17/18 d.C.), composta por vinte e uma cartas escritas em dístico elegíaco, em que Ovídio subverte o papel convencional da elegia, o lamento do homem apaixonado e rejeitado, ao dar voz a diversas mulhe...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Predo, Renata Martins, 1996-
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Repositorio:Repositório da Produção Científica e Intelectual da Unicamp
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:https://www.repositorio.unicamp.br/:1394783
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/20.500.12733/19603
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Ovidio - Crítica e interpretação
Virgílio - Crítica e interpretação
Ovidio. Heroides
Virgilio. Eneida
Poesia épica latina - História e crítica
Ovide - Criticism and interpretation
Virgil - Criticism and interpretation
Epic poetry, Latin - History and criticism
Artigo de evento
Descripción
Sumario:Resumo: O presente artigo debruça-se sobre as Heroidas do poeta romano Públio Ovídio Naso (43 a.C.- 17/18 d.C.), composta por vinte e uma cartas escritas em dístico elegíaco, em que Ovídio subverte o papel convencional da elegia, o lamento do homem apaixonado e rejeitado, ao dar voz a diversas mulheres conhecidas sofrendo a ausência de seus parceiros. Nosso texto foca especificamente a carta VII em que Dido é a remetente e escreve a Eneias logo após sua partida de Cartago retratada no canto IV da Eneida de Virgílio. Ao dar voz a uma personagem épica dentro da elegia, Ovídio utiliza do modelo elegíaco como um filtro através do qual passa o material narrativo da épica, reinterpretando ações e acontecimentos épicos sob uma ótica elegíaca. Dessa forma, a Dido elegíaca de Ovídio torna-se bastante diferente da Dido épica de Virgílio