"O horário quem diz é a cachaça”: o trabalho e os(as) trabalhadores(as) na agroindústria da cachaça de alambique no brejo paraibano

Este estudo visa entender o trabalho e os(as) trabalhadores(as) na agroindústria da cachaça de alambique, conectando suas trajetórias pessoais com a história socioeconômica da região do brejo paraibano. A cana-de-açúcar desempenha um papel significativo na formação econômica e social brasileira, esp...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: SOUZA, Rony Willams Frutuoso de.
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/38542
Acceso en línea:https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/38542
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Trabalhadores(as)
Trabalho
Cachaça
Brejo paraibano
Cana-de-açúcar
Workers
Work
Sugar cane;
Ouvriers
Travail
Canne à sucre
Ciências Sociais
Descripción
Sumario:Este estudo visa entender o trabalho e os(as) trabalhadores(as) na agroindústria da cachaça de alambique, conectando suas trajetórias pessoais com a história socioeconômica da região do brejo paraibano. A cana-de-açúcar desempenha um papel significativo na formação econômica e social brasileira, especialmente no Nordeste. No brejo da Paraíba, embora situado na periferia das plantations da Zona da Mata, a atividade canavieira se manifestou de diversas formas: cultural, social, econômica e nas relações de trabalho. Com o fechamento das usinas de açúcar e álcool no início dos anos 1990, a região enfrentou um vácuo econômico. Em resposta, os atores locais mobilizaram seus recursos para criar alternativas econômicas, dando origem ao turismo rural e à produção de cachaça de alambique. Essas atividades, entre outras iniciativas locais, permitem às elites manterem e fortalecer seus capitais, enquanto oferecem aos trabalhadores oportunidades de emprego e renda para sustentar suas famílias. Os engenhos de cachaça no brejo variam em tipo e tamanho, mas o processo de produção da bebida é essencialmente o mesmo: inclui o plantio, cultivo e colheita da cana-de-açúcar, seguido pelo transporte da matéria-prima para a fabricação, que abrange moenda, fermentação, destilação, armazenamento e envase. Além disso, a produção de cachaça e o turismo rural estão interligados, permitindo a oferta de serviços turísticos, como restaurantes e visitas guiadas ao processo produtivo. Realizamos observações em campo e conversamos com inúmeros atores locais, visitando onze engenhos e realizando cinco entrevistas com trabalhadores(as) de um engenho na região. Através dessas entrevistas, pudemos relacionar as histórias pessoais dos nossos interlocutores com a história social da agroindústria canavieira na região. As memórias e trajetórias de vida de nossos entrevistados(as) revelam o percurso de muitas famílias nordestinas nas últimas décadas. Apesar das diferenças e desafios, esses agentes sociais continuamente buscam melhores condições de vida para si e suas famílias em um contexto historicamente desfavorável.