Novos partidos de direita no Brasil (1990-2018) : ideologia, estrutura institucional e mercado eleitoral
Entre 1990 e 2018, foram criadas 25 novas legendas no sistema partidário brasileiro. Destes novos partidos, dezoito são de direita e apenas sete são de esquerda, apesar dos incentivos institucionais serem os mesmos ao longo do espectro ideológico. Diante disso, esta tese buscou responder ao seguinte...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/222944 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10183/222944 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Partidos políticos de direita Ideologia partidária Elite política Eleitores : Brasil Multipartidarismo Ciência política : Brasil Ciência política New Brazilian political parties Party ideology Electoral market Multiparty system Party elites |
| Sumario: | Entre 1990 e 2018, foram criadas 25 novas legendas no sistema partidário brasileiro. Destes novos partidos, dezoito são de direita e apenas sete são de esquerda, apesar dos incentivos institucionais serem os mesmos ao longo do espectro ideológico. Diante disso, esta tese buscou responder ao seguinte problema de pesquisa: por que foram criados mais partidos de direita do que de esquerda nesse período? Para isso, examinei o perfil ideológico das novas legendas e a estrutura do mercado eleitoral brasileiro. Por mercado eleitoral entendo o padrão de relação que se estabelece a partir da dinâmica interativa da demanda dos eleitores com a oferta dos partidos políticos. Minha hipótese é que o surgimento de mais partidos de direita decorreu do cálculo sobre os custos e ganhos advindos da entrada no sistema partidário, com base na configuração da estrutura do mercado de votos em cada nicho ideológico. Essa decisão dependeu (1) da distribuição das preferências eleitorais nos espaço esquerda-direita, ou seja, da concentração dos votos em cada segmento do mercado e (2) dos interesses conjunturais dos fundadores das novas siglas. A análise dos dados foi processada por meio de um enquadramento teórico que propôs uma abordagem integrada do fenômeno, articulando as principais explicações da literatura que examina a criação de partidos. Desse modo, variáveis sociais, como a estrutura de clivagens ideológicas, variáveis institucionais, referentes à legislação eleitoral-partidária, e variáveis racional-instrumentais, relativas à estrutura de decisão das elites políticas, são incluídas no modelo explicativo do caso brasileiro. Os resultados da análise mostram que a direita e a esquerda possuem padrões de competição distintos no Brasil, oferecendo oportunidades e constrangimentos distintos à entrada de novas legendas, uma vez que isso impõe custos e ganhos assimétricos. Na esquerda, há uma maior concentração do mercado eleitoral, o que aponta para um ambiente menos propício para a criação de novos partidos, enquanto na direita, a menor concentração eleitoral sinaliza um maior potencial de sucesso eleitoral para novas legendas, exacerbando os incentivos institucionais para sua criação. |
|---|