CANABINOIDES E EPILEPSIA: POTENCIAL TERAPÊUTICO DO CANABIDIOL

Existem diversas evidências a respeito dos potencial terapêutico dos dois compostos majoritários presentes nas plantas do gênero Cannabis – canabidiol e Δ-9-tetraidrocanabinol – especialmente em relação à sua relevância clínica no tratamento da epilepsia. Anedoticamente, extratos padronizados com al...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: de Carvalho, Cristiane Ribeiro, Franco, Pedro Leite Costa, Eidt, Ingrid, Hoeller, Alexandre Ademar, Walz, Roger
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande (FURG)
Repositorio:Vittalle (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:periodicos.furg.br:article/6292
Acceso en línea:https://periodicos.furg.br/vittalle/article/view/6292
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Canabinoides
canabidiol
canabis medicinal
epilepsia refratária
anticonvulsivante.
Descripción
Sumario:Existem diversas evidências a respeito dos potencial terapêutico dos dois compostos majoritários presentes nas plantas do gênero Cannabis – canabidiol e Δ-9-tetraidrocanabinol – especialmente em relação à sua relevância clínica no tratamento da epilepsia. Anedoticamente, extratos padronizados com alto teor de canabidiol tem se mostrado eficaz na redução da frequência e a severidade das convulsões, particularmente em crianças com tipos raros de epilepsia que são refratárias aos fármacos convencionais. Essas evidências têm motivado a regulamentação do uso clínico de extratos padronizados contendo canabidiol para tratamento de casos graves de epilepsia no Brasil. A presente revisão traz um apanhado geral sobre a farmacologia do sistema endocanabinoide, os medicamentos baseados da Cannabis disponíveis para uso clínico, bem como do uso do canabidiol no tratamento da epilepsia em humanos. No entanto, apesar dos resultados promissores, ainda existem poucos de estudos clínicos bem delineados que garantam a eficácia, segurança e tolerabilidade do CBD no tratamento de pacientes com epilepsia intratável, tais como nas síndromes Dravet e de Lennox-Gastaut.