CANTO ORFEÔNICO, DEMOCRACIA RACIAL E BIOPOLÍTICA NA ERA VARGAS (1930-1945)

O artigo analisa a disciplina de canto orfeônico no período conhecido como era Vargas, problematizando-a como uma biopolítica de regulação da população uma vez que assumiu função estratégica na difusão do discurso positivo sobre a miscigenação no Brasil. Os recursos e fontes utilizados na pesquisa s...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Specht, Roberta, Silva, Mozart Linhares da
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2014
País:Brasil
Institución:Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC)
Repositorio:Revista Jovens Pesquisadores
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.online.unisc.br:article/4523
Acceso en línea:https://seer.unisc.br/index.php/jovenspesquisadores/article/view/4523
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Canto Orfeônico
biopolítica
educação.
Descripción
Sumario:O artigo analisa a disciplina de canto orfeônico no período conhecido como era Vargas, problematizando-a como uma biopolítica de regulação da população uma vez que assumiu função estratégica na difusão do discurso positivo sobre a miscigenação no Brasil. Os recursos e fontes utilizados na pesquisa são os manuais de canto orfeônico produzidos pelo compositor Heitor Villa-Lobos, que, diga-se de passagem, foi o maior incentivador da prática nas escolas brasileiras e um importante intelectual das artes comprometido com o problema da identidade nacional. A análise compreende o período 1931, ano em que se institui o decreto lei nº 19.890 que dispõe sobre a organização do ensino secundário e inclui o canto orfeônico na grade curricular, até o final da ditadura do Estado Novo em 1945, quando Villa-Lobos abandona sua carreira no campo da educação. Os resultados da pesquisa permitem-nos relacionar diretamente a prática do canto orfeônico com a composição e difusão da narrativa identitária nacional de 1930 que consolidou o chamado mito da democracia racial no país.