A garota dinamarquesa : como ler um corpo no transfeminismo

Resumo: Esta investigação concentra-se no filme "A Garota Dinamarquesa", baseado no romance homônimo The Danish girl, de David Ebershoff, que narra a transformação de Einar Wegener, marido de Gerda Wegener, em Lili Elbe, primeira mulher transexual a se submeter a uma cirurgia de redesignaç...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Baz Reyes, Héctor Luis, 1978-, Andrés Obando, Augusto Claudio, Souza, Regina Maria de, 1957-
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Repositorio:Repositório da Produção Científica e Intelectual da Unicamp
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:https://www.repositorio.unicamp.br/:1490341
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/20.500.12733/29484
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Sexualidade
Identidade de gênero
Sexo - Diferenças
Transexualidade
Sexuality
Gender identity
Sex differences
Transsexualism
Mulher trans
Artigo original
Descripción
Sumario:Resumo: Esta investigação concentra-se no filme "A Garota Dinamarquesa", baseado no romance homônimo The Danish girl, de David Ebershoff, que narra a transformação de Einar Wegener, marido de Gerda Wegener, em Lili Elbe, primeira mulher transexual a se submeter a uma cirurgia de redesignação sexual. A trama ocorre na década de 1920 em Copenhague, onde, a pedido de sua esposa Gerda, Einar substitui uma modelo para uma pintura, iniciando nesse ato uma busca por sua própria identidade, levando-a a um processo de subjetivação, confrontando os cânones morais da época e as instituições, especialmente a medicina psiquiátrica que definia o que era normal e anormal. O objetivo deste trabalho é explorar os temas de confissão, poder e controle numa perspectiva foucaultiana, sobre as questões de sexo e gênero, interrogando as tecnologias de gênero, como proposto por De Lauretis (1987), que posicionam os corpos e os obrigam a existir ou deixar de existir segundo Butler (2019), assim como as tecnologias do sexo, que utilizam a biologia e a medicina como discursos e práticas que fabricam corpos como assinala Preciado (2002). O filme nos possibilita interrogar não apenas a performance de gênero, mas também as instituições que constroem o sexo e o gênero, e que permitem, em alguns casos, a subjetivação para enfrentar as tecnologias de dominação