Ser-tão Riobaldo: paisagem e consciência em GSV

Esta dissertação se propõe à leitura de Grande sertão: veredas (GSV), de João Guimarães Rosa, a partir da narrativa poética e existencial de Riobaldo, protagonista e narrador da obra, e de sua permanente interação com o sertão. O meio é investigado como estruturante na criação do pensamento, da cons...

Full description

Bibliographic Details
Author: Pinho, Ana Lucia Madureira de
Format: master thesis
Status:Published version
Publication Date:2023
Country:Brasil
Institution:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repository:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:www.bdtd.uerj.br:1/20812
Online Access:http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/20812
Access Level:Open access
Keyword:Backlands
Landscape
Embodiment
Thought
Consciousness
Sertão
Paisagem
Corpo
Pensamento
Consciência
Grande sertão: veredas
Guimarães Rosa
Rosa, João Guimarães, 1908-1967 – Crítica e interpretação
Rosa, João Guimarães, 1908-1967. Grande sertão: veredas
Riobaldo (Personagem fictício)
Subjetividade na literatura
LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::LITERATURA BRASILEIRA
Description
Summary:Esta dissertação se propõe à leitura de Grande sertão: veredas (GSV), de João Guimarães Rosa, a partir da narrativa poética e existencial de Riobaldo, protagonista e narrador da obra, e de sua permanente interação com o sertão. O meio é investigado como estruturante na criação do pensamento, da consciência e da linguagem, já que é o sertão que conduz e apresenta a experiência sensível ao personagem, tornando-se fonte de sentidos e experiências. A análise se desenvolve sob a lente da filosofia da paisagem, utilizando como interlocutor o livro Poética e Filosofia da Paisagem, escrito pelo crítico literário Michel Collot. O presente estudo investiga a paisagem como elemento gerador de subjetividades e apresenta o pensamento-sertão em Riobaldo, mostrando a consciência cósmica de que nos fala Collot. A voz do sertão é pesquisada através do narrador. Seguindo as veredas desta fundamentação teórica, a nossa hipótese de trabalho explora a perspetiva de que é na confluência entre Riobaldo e Sertão que nasce a linguagem e a criação poética