Determinação de efeito de drogas antitumorais in vitro em diferentes estratégias de cultura celular
Câncer ainda mata milhões de pessoas a cada ano, se vê então a importância do desenvolvimento de novas terapias e de estratégias para melhorar a testagem de novas drogas. Assim, essas duas abordagens foram consideradas no desenvolvimento deste projeto. Primeiramente foi avaliado o potencial terapêut...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:tede2.pucrs.br:tede/8968 |
| Acceso en línea: | http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/8968 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Câncer HspBP1 Cultura 3D Eletrofiação SCPL CIENCIAS BIOLOGICAS::BIOLOGIA GERAL |
| Sumario: | Câncer ainda mata milhões de pessoas a cada ano, se vê então a importância do desenvolvimento de novas terapias e de estratégias para melhorar a testagem de novas drogas. Assim, essas duas abordagens foram consideradas no desenvolvimento deste projeto. Primeiramente foi avaliado o potencial terapêutico de uma proteína que inibe a proteína de choque térmico Hsp70. A chaperona Hsp70 apresenta expressão elevada em tumores, onde pode agir promovendo-o; ela precisa, todavia, de outras proteínas para que consiga exercer suas funções de chaperona. Uma dessas proteínas é a cochaperona Hsp70 Binding Protein-1 (HspBP1), que age inibindo a Hsp70. Experimentos preliminares de nosso grupo demonstraram que tumores que superexpressavam HspBP1 tinham seu crescimento reduzido in vivo. Assim, foi analisado o potencial antitumoral da HspBP1 em combinação ou não com quimioterápicos. Para isso, diferentes linhagens celulares foram cultivadas in vitro e tratadas por 48 h, após o qual foram avaliadas quanto a viabilidade (MTT), densidade celular (Microscopia óptica estática e ao longo das 48 h), morte celular (LDH) e apoptose (Anexina/PI). O tratamento de HspBP1 não teve ação antitumoral significativa, mostrando que o tratamento in vitro dessa proteína não foi nem citotóxico, nem citoestático, assim seu efeito in vivo deve ser indireto. Em relação a segunda parte, foi feita uma análise comparativa de diferentes modelos de cultivo in vitro tridimensionais (3D), visto que eles conseguem se aproximar mais do que é visto in vivo. Assim, crescimento celular, morfologia, resposta a quimioterapia e expressão de RNA foram analisados em diferentes modelos de cultura. Os modelos utilizados foram: clássico 2D; cultivo em gel feito a partir de um extrato tumoral (gel EHS, como Matrigel®); membrana eletrofiada; membrana produzida por Solvent Casting Particle Leaching (SCPL); e por fim, tumor in vivo. Os arcabouços para cultivo 3D foram analisados por Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV) em relação a tamanho de poro. Foi visto que o gel apresentava o menor tamanho de poro, seguido pela membrana eletrofiada e por fim pela SCPL. Células de melanoma B16F10GFP foram cultivadas por 7 dias in vitro e 10 dias in vivo, após o qual foi feita analise por MEV. Como esperado, células crescidas em lamínula de vidro apresentaram morfologia achatada e alongada, enquanto aquelas em 3D eram mais variadas, incluindo formação de agregados celulares e de esferoides. Essa morfologia encontrada nos modelos 3D se assemelhou mais aquelas in vivo. Para analisar resistência a quimioterapia, após os 7 dias em cultura amostras foram tratadas por 48 h com cisplatina, seguida de análise de viabilidade por MTT. No geral, foi possível ver uma tendência a resistência nos modelos 3D, porém apenas células na membrana eletrofiada apresentaram resistência significativa ao tratamento. Por fim, análise de RNA mostrou similaridades entre os modelos de cultivo 3D, confirmando dados morfológicos. Dessa forma, o cultivo celular em qualquer um dos modelos 3D testados foi capaz de se aproximar mais a um tumor in vivo, mostrando que alternativas sintéticas têm o potencial de reduzir o uso de modelos derivados de animais para cultivo 3D. |
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