Potências erótico-afetivas das mulheres negras em Terra negra (2017), de Cristiane Sobral e Um corpo negro (2021), de Lubi Prates

A presente pesquisa tem como objetivo investigar o viés erótico nas poéticas Terra negra (2017), de Cristiane Sobral, e em Um corpo negro (2021), de Lubi Prates, partindo do pressuposto de que seus poemas desenvolvem uma consciência erótico-afetiva, buscando a desvinculação sádica e exploratória do...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Pinho, Francisca Georgiana do Nascimento
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Ceará (UFC)
Repositorio:Repositório Institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufc.br:riufc/73977
Acceso en línea:http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/73977
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Corpos negros
Erotismo
Autoria negra
Cristiane Sobral
Lubi Prates
Cuerpos negros
Autoría negra
Descripción
Sumario:A presente pesquisa tem como objetivo investigar o viés erótico nas poéticas Terra negra (2017), de Cristiane Sobral, e em Um corpo negro (2021), de Lubi Prates, partindo do pressuposto de que seus poemas desenvolvem uma consciência erótico-afetiva, buscando a desvinculação sádica e exploratória do colonizador em relação aos corpos negros. Tomamos por base os estudos de bell hooks (2019), Audre Lorde (2020), Patricia Collins (2019), Lélia Gonzalez (2019), Beatriz Nascimento (2021), Luiza Lobo (1993), e outras teóricas que dialogam no campo dos estudos feministas, questões de gênero, raça, classe e sexualidade, para fundamentar a hipótese de que as poetas contemporâneas, negras e mulheres expressam uma tomada de iniciativa, uma consciência do desejo, prazeres e afetos da negritude, bem como o sentimento de confiança e liberdade na expressão da própria sexualidade, permeada pela afetividade. Além das considerações sobre o erotismo de Luciana Borges (2013), o trabalho também se utiliza de Georges Bataille (2021). Para repensar a relação endogâmica entre negras/os e a desvinculação de quem os oprimem, recorre-se aos estudos psicanalíticos de Neusa Santos Souza (2021), Isildinha Batista Nogueira (1998) e Paulo Roberto Ceccarelli (2012); aos estudos socioantropológicos de Osmundo Pinho (2008), Laura Moutinho (2004), Angela Arruda (2008) e Richard Miskolci (2013), entre outros. Além disso, as considerações sobre a África, seus aspectos culturais e mitológicos, estão fundamentadas em Reginaldo Prandi (2001) e Pierre Verger (2018), além dos artigos e dissertações que dialogam com a temática. Na literatura negra contemporânea das poetas negras, o erotismo torna-se um caminho de reencontro ancestral através da experiência corpóreo-sexual. Nesse sentido, o corpo negro é inscrito como um local de reconexão com esse passado imaginado, que se reconfigura no presente através do traço distintivo de um corpo diante do próprio desejo e afeto entre seus iguais.