A identidade e a vivência da maternidade lésbica negra em Recife-PE

O presente trabalho tem o propósito de lançar um olhar feminista e interseccional sobre a construção das identidades e vivências da maternidade de mulheres lésbicas negras na Região Metropolitana do Recife/PE. Partindo de pressupostos da pesquisa qualitativa, foram realizadas entrevistas no formato...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: SILVA, Marina Maria Teixeira da
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Repositorio:Repositório Institucional da UFPE
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufpe.br:123456789/29479
Acceso en línea:https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/29479
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Identidade
Maternidade
Interseccionalidade
Lesbianidade
Raça
Descripción
Sumario:O presente trabalho tem o propósito de lançar um olhar feminista e interseccional sobre a construção das identidades e vivências da maternidade de mulheres lésbicas negras na Região Metropolitana do Recife/PE. Partindo de pressupostos da pesquisa qualitativa, foram realizadas entrevistas no formato de narrativas de vida com mulheres que se identificam como mães, lésbicas e negras. Os dados foram trabalhados por meio da Análise de Conteúdo e por uma perspectiva da interseccionalidade, abordando os processos de construção da identidade materna e da conjugalidade e parentalidade dessas mulheres. O caráter de construção está presente na percepção de como se constituem suas identidades: não se nasce uma mãe lésbica negra, mas torna-se, porém não de forma automática e estável. Há um processo de constituição em que colidem as descobertas de si e as expectativas e preconceitos da sociedade. As participantes apresentarama dualidade de desconstruir conceitos conservadores, caminhando em direção a uma família mais ampliada, não pautada em vínculos unicamente biológicos e cujas atribuições sejam compartilhadas de forma mais equilibrada; e, ao mesmo tempo, reforçarem, em alguns pontos, a visão clássica e heteronormativa de família.