A financeirização na literatura da Teoria Marxista da Dependência: uma revisão sistemática
Quais as contribuições da literatura da Teoria Marxista da Dependência (TMD) sobre a financeirização? Este trabalho explora este problema de pesquisa através de uma revisão sistemática de literatura, tendo como objetivo sintetizar as contribuições da TMD sobre o tema da financeirização. A revisão si...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal da Bahia (UFBA) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFBA |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufba.br:ri/42112 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42112 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | CNPQ::OUTROS::RELACOES INTERNACIONAIS CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ECONOMIA::TEORIA ECONOMICA::HISTORIA DO PENSAMENTO ECONOMICO Teoria Marxista da Dependência Financeirização Revisão Sistemática de Literatura Financeirização Periférica Dependência financeirizada Relações internacionais Relações econômicas internacionais Economia marxista Capitalismo Finanças internacionais Marxist Dependency Theory Financialization Systematic Literature Review Peripheral Financialization Financialized dependency |
| Sumario: | Quais as contribuições da literatura da Teoria Marxista da Dependência (TMD) sobre a financeirização? Este trabalho explora este problema de pesquisa através de uma revisão sistemática de literatura, tendo como objetivo sintetizar as contribuições da TMD sobre o tema da financeirização. A revisão sistemática foi identificada como um método capaz de manter o potencial sintético de uma revisão de literatura “normal”, ampliando a quantidade de textos analisados, e tendo ganhos em termos de rigor científico-metodológico, a partir da possibilidade de replicabilidade da pesquisa e pela clareza nos processos de seleção de textos, critérios de exclusão e análise. Antes de executar a revisão sistemática, são estabelecidas lentes de análise a serem utilizadas na discussão dos resultados encontrados. Isso é desenvolvido no Capítulo 2 e 3, os quais oferecem uma contextualização sobre a TMD e a financeirização, respectivamente. Desse modo, o segundo capítulo aborda a história da TMD, suas categorias e os desafios contemporâneos de sua literatura. No terceiro, discutem-se os debates e controvérsias acerca do conceito de financeirização. O quarto, por sua vez, abriga a exposição dos raciocínios e procedimentos de pesquisa empregados, a síntese da literatura da TMD sobre a financeirização, e a discussão dos resultados encontrados. Diante da proposta de executar uma revisão sistemática, formularam-se quatro hipóteses, com base no conhecimento parcial da literatura pertinente à pergunta de pesquisa. A primeira era de que os textos analisados convergiriam para um apontamento geral acerca da existência de uma nova fase da dependência, caracterizada pela financeirização, na qual a transferência de valor se intensifica, agravando também a superexploração. A segunda hipótese era de que os textos apresentariam poucos apontamentos auxiliares, para além dos apontamentos gerais. A terceira hipótese indicava que, apesar de tratarem da financeirização, os textos não trariam uma definição clara sobre o conceito. Por fim, a quarta hipótese propunha que haveria pouca interconexão entre as obras analisadas. Na execução da revisão sistemática, 1500 textos foram selecionados e, ao final dos processos de exclusão e análise, 21 foram sintetizados. Diante dos achados, a primeira, terceira e quarta hipóteses foram confirmadas, enquanto a segunda foi refutada. A literatura converge nos apontamentos acerca do estabelecimento de uma nova fase da dependência a partir da financeirização dos países periféricos nas décadas de 1980 e 1990. Aponta-se como esse processo, que remonta à Crise da Dívida Externa latino-americana, reforça a posição subordinada destes países no capitalismo global. Nessa nova fase da dependência, a transferência de valor se intensifica e passa a ser mais composta, em termos relativos, por formas financeirizadas. Desse modo, a superexploração da força de trabalho é agravada, também sofrendo outras determinações a partir deste processo. Além disso, encontram-se apontamentos acerca das especificidades da financeirização na periferia e relativos à sua historicidade no Brasil, Argentina, México e Uruguai. Ao fim, são feitos comentários conclusivos. Argumenta-se que, uma vez sintetizadas, as contribuições existentes acerca da financeirização na TMD formam uma base não exatamente coesa, mas que oferecem apontamentos relevantes para futuros aprimoramentos. |
|---|