Nomear o segredo : uma leitura de Marighella, de Isa Grinspum Ferraz

Resumo: O artigo apresenta uma leitura do documentário de longa-metragem Marighella (2011), em que defende que o eu encenado de Isa Grisnpum Ferraz - diretora, roteirista e narradora-locutora do filme - é fruto de uma auto-atribuição para testemunhar, tal como colocada por Shoshana Felman. Tem-se, a...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Brum, Liniane Haag, 1971-
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Repositorio:Repositório da Produção Científica e Intelectual da Unicamp
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:https://www.repositorio.unicamp.br/:1434759
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/20.500.12733/28808
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Artigo original
Marighella, Carlos, 1912-1969
Cinema
Ditadura e ditadores - Brasil
Anarquivamento
Cinema (documentary)
Brazilian Dictactorship 1964-85
Life testimony
Descripción
Sumario:Resumo: O artigo apresenta uma leitura do documentário de longa-metragem Marighella (2011), em que defende que o eu encenado de Isa Grisnpum Ferraz - diretora, roteirista e narradora-locutora do filme - é fruto de uma auto-atribuição para testemunhar, tal como colocada por Shoshana Felman. Tem-se, assim, que não apenas a vida de Carlos Marighella é inventariada no documentário, mas, essencialmente, o testemunho de um segredo transmitido em infância, envolvendo a violência perpetrada pela ditadura civil-militar brasileira, é nomeado, depois de 40 anos. Uma aproximação com o método de análise fílmica de Sylvie Lindeperg, que propõe o resgate da historicidade da imagem de arquivo, serve como substrato analítico, o qual é conjugado com a noção de anarquivamento depreendida de Walter Benjamin por Márcio Seligmann-Silva