Modulação da calicreína 14 (KLK14) pelas calicreínas 5 (KLK5) e 7 (KLK7) em lesões positivas para o HPV
Mundialmente, cerca de 342.000 mulheres morrem de câncer do colo do útero todos os anos. A maioria dos carcinomas cervicais se desenvolve após a infecção persistente e integração dos oncogenes virais de HPVs de alto risco, no DNA genômico do hospedeiro. Lesões intraepiteliais escamosas de baixo grau...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-03012023-094927 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17136/tde-03012023-094927/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Carcinoma HSIL KLK14 KLK5 KLK7 |
| Sumario: | Mundialmente, cerca de 342.000 mulheres morrem de câncer do colo do útero todos os anos. A maioria dos carcinomas cervicais se desenvolve após a infecção persistente e integração dos oncogenes virais de HPVs de alto risco, no DNA genômico do hospedeiro. Lesões intraepiteliais escamosas de baixo grau (LSIL) e lesões intraepiteliais escamosas de alto grau (HSIL) são termos usados para descrever as lesões pré-malignas associadas ao HPV. Não há na literatura muitos estudos que relacionem serino proteases e lesões cervicais pré-malignas, apesar de alguns artigos mostrarem uma ligação entre a desregulação de algumas serino proteases, como a matriptase, e a carcinogênese cervical. Assim, com o objetivo de esclarecer a contribuição das serino proteases nesta patologia, testamos as hipóteses nas quais (i) a matriptase modula as lesões induzidas por HPV, através da via proteolítica inibida por HAI-2; e (ii) as calicreínas 5 e 7 (KLK5 e 7) modulam as lesões induzidas por HPV, ativadas ou não por matriptase, em modelos murinos transgênicos. Para tanto, utilizamos um modelo murino nocaute (KO) para as serino proteases KLK5 e KLK7, gerado a partir da utilização da técnica de edição gênica CRISPR/Cas9, e camundongos transgênicos que superexpressam, além de outros genes iniciais, os oncogenes E6 e E7 do HPV16, sob o controle do promotor da queratina 14 (K14). Inicialmente, após análise fenotípica e pontuação pelo SCORE (severidade das lesões), mostramos que a superexpressão de HAI-2 não foi capaz de resgatar o fenótipo prémaligno dependente do HPV. Em seguida, após cruzamento do modelo murino nocaute para Klk5 e Klk7 com animais que superexpressam o HPV, realizamos a análise fenotípica das lesões por meio de: (i) SCORE; (ii) medição da espessura das orelhas e da epiderme; e (iii) quantificação de mastócitos. Resultados dessa análise mostraram que os animais Klk5/Klk7 -/- resgatam parcialmente o fenótipo pré-maligno dependente do HPV. Ainda, após análise da expressão gênica por RNAseq e validação por RT-qPCR, mostramos que os animais nocautes para Klk5 e Klk7 (Klk5/Klk7-/- ;K14-HPV+/0) apresentam menores níveis de Klk14, quando comparados com os animais controle (Klk5/Klk7+/+;K14-HPV+/0). Em conclusão, a ausência das serino proteases, KLK5 e KLK7, promove o resgate parcial do fenótipo pré-maligno dependente do HPV, sendo que esse processo acontece por intermédio da serino protease KLK14. O conhecimento aqui gerado mostra-se crucial, no âmbito da saúde pública, para o desenvolvimento de terapias futuras, considerando que estas enzimas atuam extracelularmente e, portanto, de fácil acesso farmacológico. |
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