A liberdade religiosa na Declaração Dignitatis humanae: elementos para uma nova teologia das religiões e para uma inserção da religião no espaço público

Objetiva-se apresentar o processo de gênese e desenvolvimento do tema da liberdade religiosa defi nido na Declaração Dignitatis humanae. Esse tema não surge metodologicamente previsto pelos esquemas no Concílio Vaticano II, mas durante o processo de debates nas Congregações Gerais e se desenvolvendo...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Gonçalves, Paulo Sérgio Lopes, Favretto, Alexandre Boratti
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2016
País:Brasil
Recursos:Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-CAMPINAS)
Repositório:Repositório Institucional PUC-Campinas
Idioma:português
OAI Identifier:oai:repositorio.sis.puc-campinas.edu.br:123456789/17876
Acesso em linha:http://repositorio.sis.puc-campinas.edu.br/xmlui/handle/123456789/17876
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Concílio Vaticano II
Declaração Dignitatis humanae
Liberdade religiosa
Dignidade da pessoa humana
Pluralismo religioso
Vatican Council II
Declaration Dignitatis humanae
Religious liberty
Dignity of the human being
Religious pluralism
Descrição
Resumo:Objetiva-se apresentar o processo de gênese e desenvolvimento do tema da liberdade religiosa defi nido na Declaração Dignitatis humanae. Esse tema não surge metodologicamente previsto pelos esquemas no Concílio Vaticano II, mas durante o processo de debates nas Congregações Gerais e se desenvolvendo nos aspectos formais, signifi cado e fundamentação, e material adquirindo status de Declaração. Metodologicamente, faz-se uma análise fenomenológica que desemboca na hermenêutica histórica e teológica dos principais acontecimentos dos períodos conciliares preparatórios e das quatro Sessões do Concílio Vaticano II, bem como, de documentos do Magistério eclesiástico dos séculos XIX e XX que abordaram o tema da liberdade religiosa sob a perspectiva de intolerância à pluralidade religiosa e tolerância religiosa prática, superadas pelo princípio de direito à liberdade religiosa, expresso na Dignitatis humanae. Enquanto conteúdo doutrinal, o direito a liberdade religiosa passa a ter fundamento na dignidade humana, dado antropológico, que se desdobra do teológico e doutrinário e prospecta uma nova compreensão do fenômeno do pluralismo religiosa possibilitando conceber a teologia das religiões como teologia do pluralismo religioso e teologia hermenêutica inter-religiosa, bem como assegura a relevância das religiões nos debates do espaço público, sendo este um direito tutelado e promovido pelo Estado democrático.