Influência política e comunicação pública: fake news e negacionismo no contexto da vigilância em saúde

A presente tese analisa a influência das fake news e do negacionismo na adesão às campanhas de vacinação, considerando os efeitos da comunicação pública no contexto da vigilância em saúde, sobretudo durante a pandemia de Covid-19 entre 2018 e 2022. Utiliza-se uma abordagem metodológica combinada, co...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Silva, Claudio Luiz da
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-26082025-143327
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8161/tde-26082025-143327/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Comunicação pública
Denialism
Desinformação
Fake news
Misinformation
Negacionismo
Public communication
Descripción
Sumario:A presente tese analisa a influência das fake news e do negacionismo na adesão às campanhas de vacinação, considerando os efeitos da comunicação pública no contexto da vigilância em saúde, sobretudo durante a pandemia de Covid-19 entre 2018 e 2022. Utiliza-se uma abordagem metodológica combinada, com revisão bibliográfica sobre comunicação pública, análise de conteúdo de mensagens negacionistas e uma pesquisa de campo qualitativa aplicada por questionário on-line a moradores da cidade de São Paulo, com diversidade de gênero e faixa etária a partir dos 16 anos. O trabalho investiga como discursos negacionistas, muitas vezes com motivações políticas, econômicas ou ideológicas, descredibilizam a ciência e os imunizantes, dificultando a construção de um consenso social sobre a vacinação e prejudicando a cobertura vacinal. Analisa-se o papel da Internet e das redes sociais como vetores ambíguos: ao mesmo tempo em que são fontes primárias de informação, também ampliam a disseminação da desinformação. Discute-se o impacto da retórica e da persuasão na formação de opiniões e atitudes frente às campanhas de imunização, e propõe-se a comunicação pública estratégica e a educação em saúde como instrumentos fundamentais para enfrentar os desafios atuais. Os resultados indicam que a hesitação vacinal não se restringe a grupos específicos e que a vulnerabilidade à desinformação está associada à baixa confiança institucional e à força das narrativas populistas anticiência. A pesquisa reforça a necessidade de estratégias de comunicação mais éticas, transparentes e dialógicas, capazes de reconstruir a confiança social, combater a necropolítica e fortalecer o papel educativo das instituições. Conclui-se que a promoção da saúde coletiva exige um compromisso ativo com a circulação de informação de qualidade, com a valorização da escuta e com o reconhecimento dos cidadãos como sujeitos de suas escolhas. O enfrentamento das fake news e do negacionismo passa, portanto, por uma aliança entre políticas públicas de saúde e práticas comunicativas comprometidas com a vida, o diálogo e a justiça social