De pé como homem...: a construção da masculinidade na Frente Negra Brasileira e no Teatro Experimental do Negro

A presente tese se insere nos campos de estudo de homens e masculinidades e relações raciais, tendo como fio condutor entre os dois campos, as noções de masculinidade dos homens negros. Procuramos compreender como essas masculinidades se constituíram discursivamente nos periódicos A Voz da Raça, da...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Souza, Henrique Restier da Costa
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.bdtd.uerj.br:1/17986
Acceso en línea:http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/17986
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Masculinity
Virility
Black man
Social movements
Frente Negra Brasileira
Teatro Experimental do Negro
Masculinidade
Virilidade
Homem negro
Movimentos sociais
CIENCIAS HUMANAS::SOCIOLOGIA
Descripción
Sumario:A presente tese se insere nos campos de estudo de homens e masculinidades e relações raciais, tendo como fio condutor entre os dois campos, as noções de masculinidade dos homens negros. Procuramos compreender como essas masculinidades se constituíram discursivamente nos periódicos A Voz da Raça, da Frente Negra Brasileira, e no Quilombo, do Teatro Experimental do Negro. Ambos os movimentos sociais negros foram importantes do início do século XX, o primeiro em São Paulo e o segundo no Rio de Janeiro. Nesse sentido, compomos a seguinte pergunta de pesquisa: Como as noções de masculinidade foram elaboradas no A Voz da Raça e no Quilombo? Nossa hipótese é a de que a masculinidade seria usada como uma estratégia potencializadora do discurso antirracista e, em última instância, humanizadora dos homens negros ao utilizar um repertório discursivo com a intenção de afastá-los dos significados animalizantes atribuídos a eles, colocando-os como líderes e modelos a serem seguidos por mulheres e homens negros, e admirados por mulheres e homens brancos. No entanto, essa sinergia discursiva não se apresentaria da mesma forma nos periódicos. Ao que tudo indica, ocorreria determinadas gradações onde a masculinidade mobilizada no A Voz da Raça adotaria traços entendidos como mais viris, atrelados aos valores militares, patrióticos e de retidão moral, enquanto no Quilombo haveria um maior alinhamento com elementos de refinamento, excelência intelectual e liderança política. Nosso objetivo geral, portanto, é examinar a pertinência e os sentidos dados à masculinidade e à virilidade nos periódicos trabalhados e no seu uso para determinados fins.