"Não é L de Lula, é arminha" : acontecimento e equivocidade no discurso jornalístico-político

Resumo: Durante a pandemia do novo coronavírus, Jair Bolsonaro recorreu às viagens como forma de buscar mais visibilidade em meio à população. Em delas, operários de uma barragem do RN posaram para uma foto com o Presidente, protegidos pela bandeira do país, e, alguns deles, com um gesto já conhecid...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Vinhas, Luciana Iost, 1984
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Repositorio:Repositório da Produção Científica e Intelectual da Unicamp
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:https://www.repositorio.unicamp.br/:1456128
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/20.500.12733/27565
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Análise do discurso
Acontecimento enunciativo
Jornalismo - Análise do discurso
Discurso politico
Discourse analysis
Enunciative event
Journalism - Discourse analysis
Political speech
Dossiê
Descripción
Sumario:Resumo: Durante a pandemia do novo coronavírus, Jair Bolsonaro recorreu às viagens como forma de buscar mais visibilidade em meio à população. Em delas, operários de uma barragem do RN posaram para uma foto com o Presidente, protegidos pela bandeira do país, e, alguns deles, com um gesto já conhecido na mão direita. O dedo indicador e o polegar, formando duas retas perpendiculares, são interpretados pela mídia como referidos ao L de Lula. Contudo, após repercussão do suposto ato de resistência, os operários fizeram a retificação: os dedos representavam uma arma. O presente trabalho discute sobre o deslocamento provocado pela formulação visual no processo de circulação dos discursos, colocando em jogo posições antagônicas do espectro de formações discursivas que compõem o interdiscurso. Pretendemos tratar sobre a equivocidade da imagem e sobre o acontecimento jornalístico-político