As flores de crepom, os andores e as procissões: interpretação das festas em Rebouças-Sumaré

A dissertação encontra nas festas religiosas e cívicas que acontecem em Sumaré (até 1945 denominado Rebouças) o objeto privilegiado para a interpretação das mudanças simbólicas. Rebouças-Sumaré, ao longo do século XX, passa de um tempo proeminentemente rural para um tempo fortemente vinculado à cida...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Agostini, Ailton José
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2002
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-01112022-144145
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-01112022-144145/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Festa
Fête
Hermenêutica
Herméneutique
Rite
Rito
Símbolo
Symbole
Descripción
Sumario:A dissertação encontra nas festas religiosas e cívicas que acontecem em Sumaré (até 1945 denominado Rebouças) o objeto privilegiado para a interpretação das mudanças simbólicas. Rebouças-Sumaré, ao longo do século XX, passa de um tempo proeminentemente rural para um tempo fortemente vinculado à cidade e seus ritmos. Duas festas iluminam as transformações e dão sentido à essa conversão de tempo: a festa da padroeira da paróquia, Sant\'Ana, e de São Sebastião, \"protetor da peste, fome e guerra\". Sant\'Ana vincula-se, de forma mais expressiva, ao tempo urbano e aos citadinos, enquanto o santo foi eleito pela comunidade rural. O rito festivo desta comunidade, imerso num tempo simbólico, é interpretado a partir dos sentidos vividos pelos festejadores: o tempo no rito é analisado pela ferramenta metodológica estrutural, a qual auxilia a compreensão no vetor sincrônico. O rito no tempo toma-se elemento primordial para se entender uma comunidade que se altera. Novos sentidos das festas e transformação da cidade. A aproximação das duas análises se faz pela escolha metodológica alicerçada na interpretação dos sentidos do fenômeno festivo, o qual requer conceitos, métodos e posições teóricas vindos das tradições antropológica e histórica