Espanto ou maravilhamento (thauma) na Ifigênia em Táuris de Eurípides

Este artigo investiga como Eurípides, em Ifigênia em Táuris, utiliza uma afecção estética que, em grego, desde os testemunhos supérstites mais antigos, foi sobretudo identificada pelo termo thauma e que abrange o que se concebe como “admiração”, “espanto” e “maravilhamento”. Partindo-se do tratament...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Werner, Christian
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Repositorio:Codex : Revista de Estudos Clássicos
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.pkp.sfu.ca:article/59280
Acceso en línea:https://revistas.ufrj.br/index.php/CODEX/article/view/59280
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:thauma
Eurípides
Ifigênia em Táuris
Pseudo-Longino
sublime.
Descripción
Sumario:Este artigo investiga como Eurípides, em Ifigênia em Táuris, utiliza uma afecção estética que, em grego, desde os testemunhos supérstites mais antigos, foi sobretudo identificada pelo termo thauma e que abrange o que se concebe como “admiração”, “espanto” e “maravilhamento”. Partindo-se do tratamento da estrutura desse afeto em Pseudo-Longino, ele próprio ancorado em poetas e teóricos gregos do período clássico e arcaico, o foco aqui é discutir, de um lado, como já em Eurípides a estrutura dessa afecção é explorada por meio de certos termos e fenômenos (ekplēxis, apistos, muthos, reconhecimento) que foram sendo definidos como centrais em discussões epistemológicas, estéticas e poéticas em autores como Platão e Aristóteles, e, de outro lado, como essa tragédia configura a ambiguidade da afecção, em particular, em sua relação com a matéria mesma do espetáculo trágico, o muthos.