A Igualdade de Gênero na agenda política do Banco Mundial: pressupostos, objetivos, contradições e limites (1995 – 2012)
Esta dissertação analisa a documentação do Banco Mundial, mais precisamente, os seus Relatórios sobre o Desenvolvimento Mundial (RDMs) e publicações setoriais, entre os anos de 1979 e 2012, a fim de perceber as formas pelas quais a instituição manejou as categorias “mulher” e “gênero” em suas aborda...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2018 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFRRJ |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/13846 |
| Acesso em linha: | https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/13846 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Banco Mundial Igualdade de Gênero Feminismos World Bank Gender Equality Feminisms História |
| Resumo: | Esta dissertação analisa a documentação do Banco Mundial, mais precisamente, os seus Relatórios sobre o Desenvolvimento Mundial (RDMs) e publicações setoriais, entre os anos de 1979 e 2012, a fim de perceber as formas pelas quais a instituição manejou as categorias “mulher” e “gênero” em suas abordagens mais amplas sobre o desenvolvimento. A pesquisa dá ênfase aos conflitos que rodearam as estratégias para as mulheres e/ou relações de gênero e as interações estabelecidas entre o Banco e organizações de mulheres. As abordagens do Banco sobre o tema, conforme mostrou a análise documental, variaram em meio às tensões do capitalismo contemporâneo e se tornaram limitadas frente às crises econômicas e à intensificação do conflito de classes no mundo. O Banco Mundial, em dois momentos (primeiro na década de 1970 e depois em 1990), precisou responder às crescentes contestações sociais sobre a sua atuação, a fim de garantir a sua posição como laboratório de teorias e práticas de desenvolvimento capitalista. Durante esse processo, o feminismo tornava-se um movimento de base ampla e as reivindicações das mulheres alcançaram o status de questão socioeconômica fundamental. Em meio aos esforços do Banco para estabelecer um marco de interpretação da pobreza e meios de aliviá-la, parcelas do feminismo faziam frente às burocracias internacionais, com o objetivo de institucionalizar as pautas e reivindicações das mulheres na agenda global de desenvolvimento. Num primeiro momento, aborda-se a aproximação de determinada agenda feminista com a agenda neoliberal, através da análise das diferenças de classe entre mulheres trabalhadoras, suas dispersões em diferentes arenas políticas e a cooptação e despolitização de pautas relacionadas às mulheres. A seguir discute-se como as ideias feministas foram manejadas por agências financeiras, que consolidaram políticas públicas para as mulheres dentro dos pressupostos da ciência econômica dominante. Por fim, analisa-se como esse processo ocorreu no interior do Banco Mundial, tanto em seu funcionamento interno, mas principalmente nas recomendações e publicações sobre o tema desde a década de 1970. O RDM de 2012, o único a abordar o tema “igualdade de gênero e desenvolvimento” foi o último relatório analisado e foi possível concluir que ele instrumentalizou as mulheres de duas formas: (i) através da apropriação e ressignificação de determinadas reivindicações feministas; (ii) a utilização das mulheres como álibis para o baixo crescimento capitalista, alegando-se a sua baixa “produtividade” no processo de acumulação. |
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