A fé que move os indígenas: o monge São João Maria e os “ecos” do Contestado na luta Kaingang pela terra no interior do Paraná
Esta tese investiga o conflito entre Kaingang e colonizadores na Vila da Pitanga, região central do Paraná, em 1923, e sua conexão com o monge São João Maria do Contestado. Por meio de uma perspectiva histórica de longa duração e do diálogo com a literatura antropológica sobre movimentos sociorrelig...
| Author: | |
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| Format: | doctoral thesis |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2019 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) |
| Repository: | Repositório Institucional da UFRRJ |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/10067 |
| Online Access: | https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/10067 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Movimento sociorreligioso Kaingang Paraná Socio-religious movement História |
| Summary: | Esta tese investiga o conflito entre Kaingang e colonizadores na Vila da Pitanga, região central do Paraná, em 1923, e sua conexão com o monge São João Maria do Contestado. Por meio de uma perspectiva histórica de longa duração e do diálogo com a literatura antropológica sobre movimentos sociorreligiosos, destaca o entrelaçamento entre religião, cosmologia indígena e luta pela terra nos episódios analisados. Aborda o encontro dos indígenas com a religião católica nas reduções jesuíticas do séc. XVII, localizadas no atual território paranaense, e com o processo de catequização religiosa promovida pelo regime imperial no séc. XIX, salientando como os Kaingang reformularam suas estratégias diante da realidade do contato e as reivindicações que encaminharam ao poder estadual e ao Serviço de Proteção aos Índios (SPI), com vistas à demarcação de seus territórios. Analisa o contexto da confusa política de terras implementada pelo estado do Paraná, que não demarcou os limites da Terra Indígena Ivaí após a mudança do sítio original, em 1913, motivando o conflito na década seguinte. Finalmente, analisa a ação armada realizada pelos índios e seus desdobramentos: a invasão da vila em abril de 1923, o massacre dos índios em seus “toldos” e o julgamento dos indígenas pela Justiça. A tese mostra como os diversos encontros dos Kaingang com as missões e aldeamentos religiosos facilitou a adesão deles ao multifacetado movimento do Contestado, transformando a linguagem religiosa em um importante instrumento de expressão política e a luta pela terra em um movimento de cunho sociorreligioso. A pesquisa se apoia em um amplo repertório de fontes primárias, especialmente no processo crime no qual os Kaingang foram julgados pelo homicídio de moradores da vila e os jornais da época. Utiliza ainda mapas, relatórios governamentais e depoimentos dos índios Kaingang sobre o evento, colhidos por meio da História Oral |
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