A escravidão na África Oriental alemã (1885-1914)

Conforme se sabe, em 13 de maio de 1888, a escravidão foi abolida no Brasil. Em 20 de junho do mesmo ano, o Papa Leão XIII assinou sua encíclica Libertas praestantissimum sobre a liberdade humana. Meses depois, a resistência de traficantes de escravos na África oriental se desdobrou em levantes. As...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Correa, Sílvio Marcus de Souza
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2015
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Ceará (UFC)
Repositorio:Repositório Institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufc.br:riufc/18111
Acesso em linha:http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/18111
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Escravidão
Continente africano
Catolicismo
Descrição
Resumo:Conforme se sabe, em 13 de maio de 1888, a escravidão foi abolida no Brasil. Em 20 de junho do mesmo ano, o Papa Leão XIII assinou sua encíclica Libertas praestantissimum sobre a liberdade humana. Meses depois, a resistência de traficantes de escravos na África oriental se desdobrou em levantes. As revoltas criaram sérios obstáculos às atividades comerciais e administrativas da Sociedade da África Oriental Alemã, a Deutsche Ost-Afrika Gesellschaft, doravante DOAG. Ainda no final daquele ano, o cardeal francês Lavigerie debutou em Roma sua campanha contra a escravidão na África oriental, onde o “comércio árabe” de escravos parecia não esmaecer diante da presença europeia. Cabe lembrar que, no continente africano, estações missionárias, postos militares e empórios comerciais, respectivamente de ordens religiosas, bandeiras e empresas europeias, aumentaram em número no último quartel do século XIX. Na Alemanha, o chanceler Bismarck logrou obter o apoio do Zentrumspartei, o partido católico alemão, bem como o consentimento do governo britânico para o projeto colonial alemão na África. Em discurso no Parlamento, Bismarck convenceu os deputados de que a ingerência alemã na África oriental não era um simples apoio à DOAG, mas um dever moral em prol da civilização. Em 30 de janeiro de 1889, o parlamento alemão concedeu os créditos solicitados para a expedição do major Hermann von Wißmann. O sucesso dessa expedição foi noticiado pela imprensa alemã. Inclusive, o jornalista Hugo Zöller, enviado especial do jornal de Colônia, acompanhou as operações militares em Bagamoyo e Dar-es-Salaam...